40 anos depois, Ponte Preta e Corinthians voltam a disputar uma final de Paulistão

Oscar e Basílio dividem bola numa das finais mais equilibradas da história do Paulistão (FOTO: Reprodução/Trivela)

Foi numa noite de quarta-feira, 5 de outubro de 1977, que Corinthians e Ponte Preta fizeram a primeira das três partidas que definiriam o campeão paulista daquele ano. O final, que só aconteceria uma semana depois e terminaria com o gol de Basílio encerrando o jejum de 23 anos sem títulos do Timão, é histórico para um lado e trágico para o outro. Desde então, muita coisa aconteceu. O Corinthians, por exemplo, se firmou como maior campeão estadual. No entanto, a equipe de Campinas continua na busca pelo seu primeiro título paulista. Após 40 anos daquela final, coube ao destino recolocar as duas equipes frente a frente na busca por mais uma conquista do Paulistão, agora em duas partidas. A primeira acontece no Moisés Lucarelli, domingo (30).

No Allianz Parque, Ponte suporta pressão, perde “só de 1” e se classifica

Clayson e Lucca comemoram no Allianz Parque a vaga na final (FOTO: LEONARDO BENASSATTO/EC)

A ótima vantagem construída em casa no primeiro jogo deu tranquilidade a Macaca com relação ao duelo de volta. Nem o clímax criado pelo Palmeiras durante a semana surtiu efeito. Embora tenha dominado as ações durante quase todo o jogo, o Verdão não conseguiu criar de forma efetiva. Para piorar, quando chegou bem ao ataque, esbarrou em Aranha ou no sistema defensivo montado por Gilson Kleina. Sólida na defesa e perigosa no contra-ataque, a Ponte Preta suportou a pressão, especialmente no primeiro tempo, e teve uma boa chance com William Pottker. O gol marcado por Felipe Melo, já na segunda etapa, foi tardio para o alviverde, que ainda viu Pottker desperdiçar incrível chance de empatar, mas que não fez falta. Depois de eliminar o atual campeão paulista Santos, a Ponte derrubou o campeão brasileiro de 2016.

 

Na Arena Corinthians, igualdade no placar coloca Timão na final

Jô (dir.) comemora com Balbuena o gol polêmico que abriu o placar para o Corinthians (FOTO: Daniel Augusto Jr/ Ag. Corinthians)

A expectativa para o jogo de volta era grande. Depois de uma semana cercada de declarações, polêmicas e definições por conta do fair play de Rodrigo Caio no jogo de ida, o ambiente para a segunda partida era o melhor possível. E justamente no primeiro duelo depois do ocorrido, um lance polêmico marcou o clássico na Arena Corinthians. O gol anotado por  – abrindo o placar – foi muito discutido, especialmente por conta da posição do centroavante na hora do lance. Vale lembrar que o corintiano foi o “beneficiado” pelo zagueiro tricolor no jogo do Morumbi. Depois, uma chuva de simulações, envolvendo jogadores dos dois times vieram à tona, fazendo o torcedor questionar se o fair play ainda continuará sendo uma atitude rara no futebol brasileiro.

Com o gol sofrido, o São Paulo teve que cair em busca de um milagre, ao marcar quatro gols. Fez apenas um com Lucas Pratto e segue com o tabu de nunca ter vencido o Corinthians em Itaquera.

 

Final em três jogos, recorde no Morumbi e fim de jejum corintiano: a final do Paulistão de 1977

Basílio comemora o gol salvador do Corinthians (FOTO: Divulgação/UOL)

No dia 5 de outubro de 1977, Ponte Preta e Corinthians entraram no Morumbi para fazer um dos três jogos que decidiriam o campeão paulista daquele ano. No primeiro jogo, deu Timão: 1 a 0 com gol de Palhinha. Com isso, bastava um empate para o alvinegro levar o título. No dia 9 de outubro, 146 mil pessoas foram ao Cícero Pompeu de Toledo, maior público da história do estádio, para assistir o jogo que poderia encerrar o jejum de 23 anos da Fiel. Porém, com gols de Dicá e Ruy Rey (Vaguinho fez para o Corinthians), a Ponte calou o estádio, venceu por 2 a 1 de virada e forçou um jogo extra. No terceiro e decisivo duelo, Basílio marcou o solitário e decisivo gol que decretou o campeonato: 1 a 0 e Corinthians campeão.

Agora, quatro décadas após o inesquecível encontro, pontepretanos e corintianos voltam a medir forças em novos palcos, mas com a ideia de proporcionar novas grandes histórias.

Abaixo, os gols dos três jogos daquela final:

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André Bastos
André Bastos (ou Dezão), 22 anos. Formado em Jornalismo e amante de esportes. Ama tanto que vai comentar sobre eles. Dicas, dúvidas e críticas serão aceitas.

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