Abstract – The Art of Design

Para todas as minhas tias, o que eu faço é absolutamente impossível de se entender. E normalmente eu tenho que explicar de uma forma muito simplista:

– Sabe anúncio de revista, tia? Então, eu faço esse tipo de material.

– Ahhh! – com cara de quem continua não entendendo – Mas isso dá dinheiro? Não era melhor ter feito Medicina, fia?

Basicamente tudo que “consumimos” tem design embutido. Seja ele pensado na sua forma, na sua funcionalidade ou em sua parte gráfica. Design está em tudo que vemos.

E para explorarmos todas essas vertentes e entendermos caminhos criativos de ícones da área, a Netflix criou uma série documental de deixar qualquer pessoa de queixo caído.

Abstract - The Art of Design

Abstract – The Art of Design (Original Netflix) traz, em sua 1ª temporada, oito episódios de aproximadamente 45 minutos cada sobre algum braço específico do design.

No 1º episódio, que falarei um pouco mais logo abaixo, temos Christoph Niemann, ilustrador. Além dele, outros nomes como Tinker Hatfield (designer de tênis), Es Devlin (cenógrafa), Bjarke Ingels (arquiteto), Ralph Gilles (designer de automóveis), Paula Scher (designer gráfico), Platon (fotógrafo) e Ilse Crawford (designer de interiores) figuram nos demais episódios.

Ep.1: Christoph Niemann: ilustrador

“De capas de revistas a esboços no Instagram, o ilustrador Christoph Niemann brinca com o abstrato e a interatividade e questiona a autenticidade.”

Duração: 47 MINUTOS

Cristoph compartilha com o espectador boa parte de seu processo criativo e o modo como não trabalha com apenas lápis e papel. Em uma das cenas, ele cria um táxi nova-iorquino com algumas poucas peças de LEGO e diz:

 “Gosto da limitação do Lego. Essa limitação da baixa resolução, como se fosse um desenho em pixel tridimensional, me agrada muito.”

O ilustrador ainda brinca sobre alguns elementos que não podem ser ilustrados em sua forma mais abstrata, tampouco em sua forma mais realista. É o caso do desenho de um coração representando o amor. (THE ABSTRACT-O-METER)

“Um quadrado vermelho, a abstração máxima de um coração, ninguém sabe do que está falando e não funciona. Quando você é realista e desenha um coração de verdade, de carne, que bombeia sangue, é tão nojento que ninguém pensaria em amor. Em algum lugar entre o quadrado vermelho abstrato e o coração de açougue, existe a forma gráfica que se parece com ambos e é ideal para demonstrar a ideia de “símbolo do amor.”

Extremamente ilustrativa (com o perdão do trocadalho), muito didática e divertida, a série traz alguns questionamentos e mostra alguns excelentes exemplos de criação e criatividade.

“Tudo que faço é criar informação e imagens que mexem com o que o espectador já conhece. A ideia é nossas experiências se unirem, e as imagens serem um gatilho.”

Confesso que muitas das ilustrações eu já tinha visto pela internet e achava o máximo, mas não conhecia a autoria. Além de uma pessoa aparentemente simples, o artista nos deixa com aquela vontade de sair rabiscando e testando novos formatos e conceitos.

Para quem tem interesse em ver mais trabalhos, deixo aqui o link para o Instagram do ilustrador Christoph Niemann, com mais de 300 publicações geniais do artista: @abstractsunday

Também está disponível para download o aplicativo Chomp (U$D 2.99 – Apple Store).  São ilustrações interativas e bastante divertidas. 🙂

Documentário obrigatório para quem estuda a arte em todas as suas formas e para quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre criatividade, design e genialidade.

Netflix, é por essas e outras que

 

Beatriz Bonas

Canhota, canceriana e designer gráfica por formação. Pós Graduada em Gestão do Design pela FIAM/FAAM e estudante de Gestão de Negócios com Ênfase em Marketing pela ESPM. Apaixonada por tipografia, caligrafia, arte, marketing, horóscopo, seriados de comédia e cidades do interior.

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