AFC North e a soberania dos Stellers

Para os fãs de NFL, parece que vai chegar o natal e Setembro não. Que mês de Agosto mais longo, não é mesmo? Mas o dia 7 está cada vez mais próximo e, enquanto esperamos o kickoff, vamos falar um pouco de mais uma divisão da liga, dessa vez a AFC norte. Bora lá ?

 

Cleveland Brows

Falar do Cleveland Brows pode ser considerada uma das coisas mais desanimadoras desse mundo. A franquia é praticamente a pior da liga, com números que chegam a ser inferiores de tão ruins. Não é exagero dizer que os Brows estão ali apenas para cumprir tabela e, mesmo sempre tendo boas escolhas no Draft pelo fato de sempre ficar nas últimas colocações, isso não ajuda para que o time engrene e consiga chegar longe na temporada.

Esse ano, para muitos surgiu uma luz no fim do túnel e o nome dela seria Brock Osweilwer – é isso mesmo, eu não estou tirando sarro de vocês. O Quaterback, que poderia ser o substituto de Peyton Manning e trocou os Broncos pelos Texans, vai jogar a próxima temporada pela franquia de Ohio, e ainda nem sequer sabe se será titular. No primeiro jogo da pré-temporada os três Qbs entraram em campo e tiveram um desempenho digamos que razoável.  Osweiler foi o titular e acertou 6 de 14 passes, para 42 jardas e nenhum Touchdown. Já DeShone Kizer, calouro da equipe, impressionou no segundo tempo com 11 de 18 passes completos, 184 jardas e um Touchdown. Pelos números, a melhor escolha seria DeShone, porém foi Brock que começou como titular no último jogo. O fato é que independente de quem será titular, os Brows estão longe de ter um time e um QB digno de ir aos Playoffs.

Até onde vai: Deve ser o último colocado dessa divisão

 

Pittsburgh Stellers

O Pittsburgh Stellers é aquele tipo de time que já começa a temporada sendo forte candidato ao título. O time da Pensilvânia comandado por Big Bem sempre está entre os classificados aos Playoffs e, na última temporada, disputou a final de conferência onde caiu perante o New England Patriots. Mas o fato é que, com um ataque que conta com nomes como L’evon Bell e Antonio Brow, a história poderia ter sido bem diferente e os Stellers poderiam sim ter disputado o Superbowl. A combinação do Runing Back e do Wide Receiver junto com um QB como Big Bem faz do ataque do time praticamente uma máquina e consegue botar medo nos adversários.

Como se não bastasse, o último Draft foi produtivo para os Stellers, que adquiriram o Linebacker TJ Watt da Universidade de Wisconsin – isso mesmo, estamos falando do irmão do monstro JJ Watt, que logo no seu primeiro jogo brilhou com dois Sacks na vitória contra o New York Giants. Um ataque forte e uma defesa em plena forma fazem com que eles facilmente sejam uma das franquias favoritas ao título.

Até onde vai:  Primeiro da divisão, candidato a final de conferência e a vaga no SB

 

Cinccinati Bengals

Para o Cinccinati Bengals tudo o que importa é não terminar o ano de 2017 como 2016, ou seja, fora da pós-temporada. No último ano, apesar de Andy Dalton estar em uma de suas melhores fases, o ataque dos Bengals sofreu com lesões de muitos jogadores que são peças importantes, o que justifica em parte o time ter ficado fora da pós-temporada.

Neste ano eles tem a vantagem do primeiro jogo ser em casa, porém o adversário é justamente o Baltimore Ravens, que tem uma defesa pra lá de forte, como vamos ver abaixo.  Uma vitória logo no primeiro jogo é de extrema importância e pode impulsionar o time a jogar cada vez melhor nos jogos a seguir, o que não serão nada fácil. O grande problema dos Bengals na temporada que vai começar pode ser as inúmeras baixas que o time teve em sua defesa: Domata Peko, Wallace Gilberry e Karlos Dansby estão fora da equipe e não há jogadores bons que possam tapar esses buracos. Contudo, alguns novos nomes como Kevin Minter, que veio contratado dos Cardinals e o novato Carl Larwson – que até então era reserva, mas vem apresentando um bom desempenho na pré-temporada- prometem ser boas opções para o treinador Marvin Lewis.   

Até onde vai: Pode ser Wild Card nos Playoffs

 

Baltimore Ravens

Para falar do Baltimore Ravens, vamos ser bem diretos, afinal aqui não tem muita enrolação. O time não foi aos playoffs em três das quatro temporadas depois que venceu o título, o que não é nada bom, mesmo eles tendo uma das melhores defesas da liga. O problema está mesmo no ataque que sempre deixa Joe Flaco, e o resto do time na mão, ainda mais com o Quaterback estando sem recebedores excepcionais como opção. Mas se pararmos pra pensar, a culpa de uma defesa falha como a dos Ravens é unicamente dos executivos da franquia de Maryland, que no último Draft ao invés de usar suas escolhas para salvar esse ataque, preferiram gastar tudo reforçando uma defesa praticamente perfeita.

Então vamos falar dessa defesa que é praticamente impenetrável, e que muito provavelmente deve carregar o time nas costas na próxima temporada. Merece todo o destaque a dupla de Safeties  formada por Tony Jefferson e Eric Wedle, que prometem estraçalhar o ataque dos adversários; vamos ver, né… No mais, a defesa dos corvos é excepcional e pode sim levar o time aos Playoffs, desde que o ataque não cometa erros desnecessários. Além do mais, o time tem Wide Receivers velozes, o que pode sem duvida ser uma grande ajuda no ataque de Joe Flaco.

Até onde vai: Pode chegar aos Playoffs graças a defesa e sem grandes erros do ataque

 

Então essa semana é só, galera. Na semana que vem estuo aqui de volta pra falar de mais uma divisão da NFL, comigo sempre na AFC e o com o Leo na NFC. Não se esqueçam que a pré-temporada continua rolando e tem muita coisa acontecendo de interessante lá na terra do Tio Sam, hein. Até semana que vem, fui.

Braz Henrique Martins

Futuro jornalista com um amor inexplicável por futebol americano. Pisciano que não acredita em signo e que tem o costume de colecionar amigos, histórias e bons momentos. Como diria a música, sou apenas mais um “vivendo a vida em paz”

Comments

comments

About the Author

Braz Henrique Martins
Braz Henrique Martins

Futuro jornalista com um amor inexplicável por futebol americano. Pisciano que não acredita em signo e que tem o costume de colecionar amigos, histórias e bons momentos. Como diria a música, sou apenas mais um “vivendo a vida em paz”