Anitta e o prêmio de mulher do ano

Eu juro, eu tentei. Quem me conhece sabe o tanto que me segurei, mas vou ter que vir aqui pra falar dela, a musa, a rainha da porra toda, a única instituição que funciona neste país: Anitta.

Ela recentemente ganhou o prêmio da revista GQ de “Mulher do ano” e rolou uma leve (e desnecessária) polêmica acerca disso. Primeiro, é importante lembrarmos que a revista premia artistas mulheres que estão na grande mídia pelos feitos do ano. Não é como se fosse um prêmio nobel da paz, ou qualquer coisa do tipo. Vi algumas pessoas falando que quem deveria ganhar o prêmio era a professora que morreu salvando as crianças da creche, ou outras mulheres, e com certeza todas elas merece muitas congratulações. 2017, na minha opinião, foi um ano muito importante pra várias mulheres e todas elas merecem ser lembradas e celebradas por seus feitos. Mas vamos lembrar que não é porque uma pessoa merece muito ser lembrada, que a outra tem que ser diminuida, né?! Li também inúmeras críticas machistas que davam a entender que porque Anitta é uma mulher bonita e que gosta de rebolar sua bunda (e quem não né Brasil?) não merecia ganhar o prêmio, como se tais atributos excluíssem sua inteligência, por exemplo.

Anitta batalhou sim e esteve em destaque durante todo o ano. Por isto – e sendo completamente imparcial, não tem absolutamente nada a ver com o fato de eu ser fã desta maravilhosa – achei digno (e necessário para mim mesma) fazer uma retrospectiva do que ela fez de legal este ano:

 

  1. Com a nova música, Downtown (em parceria com J Balvin), ela é a primeira brasileira a estar entre os 50 mais tocados do spotify
  2. Aparece em três das dez músicas mais reproduzidas do youtube no Brasil – é a única a aparecer mais de uma vez na lista
  3. Foi a primeira brasileira a cantar no programa do apresentador estadunidense Jimmy Fallon – apresentou-se junto com a rapper americana Iggy Azalea
  4. Cantou com o cantor Nick Jonas na cerimônia que antecede o  Grammy
  5. Cantou o hino nacional na corrida da Fórmula 1
  6. Foi destaque no prêmio multishow, fazendo uma apresentação com o que ela chamou de ballet inclusivo (que incluía atletas paralímpicos, portadores de síndrome de down, mulheres obesas, dentre outros)
  7. Está na lista da Billboard que elegeu os 50 artistas mais influentes nas redes sociais
  8. Fez diversas parcerias internacionais (J Balvin, Iggy Azalea, Poo Bear, Major Lazer, Alesso) e nacionais (Simone e Simaria, Nego do Borel e Wesley Safadão, Pablo Vittar) de sucesso
  9. Repreendeu, em entrevista, o repórter que estava excluindo Pablo Vittar da entrevista
  10. Posiconou-se contra o machismo e contra o projeto de lei que prevê transformar o funk em crime contra a saúde.

Além disso, a cantora tem inovado no projeto de divulgação do novo trabalho, CheckMate, lançando um clipe por mês, com parcerias internacionais. Seja você fã dela ou não, não pode negar que o projeto tem sido um marketing inteligente para a carreira dela.

2017 foi o ano dela, e pra dezembro, a cantora ainda promete o lançamento do clipe “Vai Malandra”, gravado na favela do Vidigal. Claro que ela também tem inúmeros defeitos e falta muita coisa. Mas eu, como fã assumidíssima, torço pra que ela estoure ainda mais e continue fazendo muito hit pra gente poder rebolar a nossa bunda.

Julia Calixto Colturato

Psicóloga, mas queria mesmo era ser famosa. A louca dos signos (sagitariana), ama reality show e Anitta e não se aguenta quando o tema da conversa é feminismo.

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