As 15 melhores séries de 2016

O ano pode ter sido bem complicado para a maioria das pessoas, mas ao menos nas telas a história foi um pouco diferente. Tanto no cinema como na TV, 2016 trouxe excelentes realizações de séries já consagradas, além de nos presentear com magníficas surpresas. Confira aqui a nossa #TipGrade com as 15 melhores de 2016:

  • The Walking Dead: A polêmica sétima temporada de The Walking Dead, trouxe nossos sobreviventes que até então já haviam passado fome, por zumbis, doenças, perdas, tragédias inimagináveis, traições e tudo que conhecemos. No entanto, estavam cada vez mais fortes e imbatíveis, e a sétima temporada chega, chegando e tira todo esse poder dos personagens. Eles, que haviam finalmente encontrado certa estabilidade, se organizado e estavam seguros, perdem tudo com a chegada no ilustre, polêmico e Tarantinesco vilão, Negan. Nos episódios que acompanhamos desta nova temporada, mostra o grupo de luto pela morte de companheiros, acuados, ameaçados e vivendo sob a pressão imposta por Negan, que os obriga a ficar em seu controle e viver dentro de suas regras, com o exemplo terrível que tivemos, do que acontece com quem não o obedece. Agora tudo que esperamos é uma reviravolta e que nossos guerreiros retomem seu poder.

  • Narcos: Esta última temporada de Narcos, que foi um grande sucesso para a crítica e para o público, produzida pela gigante Netflix, mostrou os dois últimos anos de vida do narcotraficante, Pablo Escobar, e uma caçada acirrada e ainda mais forte e estratégica das forças policiais, pelo traficante mais famoso da Colômbia. Escobar, ao mesmo tempo que enriquecia com o tráfico, ajudava os mais pobres com casa, carros e itens financeiros, e assim dividia o público entre seu modo errado de vida e sua bondade. Neste segundo ano, vimos Pablo extrapolando os limites da violência, mostrando diversos desdobramentos que foram gradualmente mostrando como Pablo acaba por perder sua vida. (o que Wagner Moura já havia dito em entrevistas, que aconteceria nesta temporada). Em 10 ótimos episódios é possível acompanhar como o narcotraficante foi se tornando cada vez mais vítima do desespero, e quase irreconhecível, comparado ao que era.

  • Vikings: O surpreendente drama de sucesso da History Channel teve sua quarta temporada sendo dividida em duas partes. A primeira metade foi ao ar em fevereiro e abril, deste ano. Com muito sangue derramado, angústia e ação do começo ao fim, Vikings entrou em hiatus deixando os fãs com muitas perguntas sem respostas. A segunda metade da série, retornou em novembro deste mesmo ano, surpreendendo com o reaparecimento de Ragnar, em Kattegat, desencadeando eventos que ninguém imaginava, mortes inesperadas (nem tanto), Ivar se tornando o guerreiro mais temido e dramas reais e intensos da saga de Ragnar e seus filhos. Como prometido, foi monumental.

  • The OC: Um estranho no paraíso: A série que foi sucesso e marcou nossas vidas entre 2003 – 2007, não poderia ficar de fora desta lista. Por que neste ano, a mãe Netflix resolveu nos encher de emoção e nostalgia, incluindo The OC em seu catálogo. Causando alvoroço com a novidade, muitos de nós re-assistimos a série, e muitos que não haviam visto, puderam conhecer e se comover com a história de Ryan Atwood, surgindo num mundo completamente diferente do seu. Se apaixonar pelo cômico-sem-querer-ser Seth Cohen e sua paixão por Summer, que gerava um humor bastante único à série. O dramático e verdadeiro romance entre Ryan e Marissa, os incríveis Sandy e Kirsten Cohen, o contraste entre a riqueza e a pobreza, os vários dramas vividos em Orange County e as várias questões sérias abordadas no decorrer da série. Sem contar a maravilhosa trilha sonora e os cenários paradisíacos que adoramos assistir a cada episódio. The OC é aquela série que guardamos no coração e vez ou outra bate uma saudade nostálgica.

  • Westworld: Criada a partir de um filme de 1973, Westworld foi a melhor estreia da TV paga deste ano. A série conseguiu entregar uma primeira temporada tão monumental e bem construída que já era favorita nas principais premiações da área com apenas 5 episódios lançados. O sci-fi filosófico e renascentista traz ao público a história de um parque de diversões para adultos – ambientado em um faroeste, nos primórdios da civilização americana – onde robôs ultrarrealistas são dispostos, com histórias e reações programadas para entreter o público, até que a liberdade acaba tomando dimensões um tanto drásticas. O seriado é o pacote completo: sonoplastia, fotografia, enredo, atuações, construção, efeitos e paisagens naturais, figurino, tudo absolutamente impecável. Carregada de drama e violência, a novidade consegue traçar uma excelente história em torno da filosofia do auto descobrimento e da consciência humana, através de uma construção temporal surpreendente. A criação, a vida, o controle, Deus e a consciência, filosofia e ação dançando na sua tela. Westworld trouxe ao público uma história renascentista e futurística que sabe muito bem do que é capaz e promete um sucesso ensurdecedor. A primeira temporada possui 8 episódios e foi ao ar pela HBO.

  • Black Mirror: Bom, se você já se perguntou o que aconteceria caso a Netflix comprasse uma série sensacional Black Mirror é a resposta. Se você não assistiu, sem dúvidas já ouviu falar. A inglesa entrou este ano para o catálogo das Originais Netflix, depois de duas temporadas produzidas para o canal Endemol e não poderia ter causado mais alvoroço na internet. Feita no formato de antologia – onde cada episódio funciona separadamente contando uma história diferente, com outros personagens – a série traz uma profunda e ensurdecedora crítica ao relacionamento humano e a forma como o abuso na utilização de tecnologias está sucateando a vida humana. Cada episódio é uma sessão de tapas na cara gratuita: críticas ao sistema, ao governo, às relações interpessoais, à figura pública, ninguém está a salvo. A primeira temporada como Original chegou mais completa, com o dobro de episódio das anteriores, e apesar das reclamações Charlie Brooker conseguiu manter um padrão com detalhes britânicos que garantiram que a qualidade da série fosse mantida. Os 12 episódios + o especial de natal estão inteiramente disponíveis na Netflix.

  • This is Us: Já que é pra chorar, chorei. This is Us não é só a melhor estreia desta fall season na tv aberta. O drama familiar americano já arrebatou alguns recordes e está só acumulando indicações e prêmios. A série conta a história de quatro pessoas que dividem o aniversário e estão completando 36 anos. Jack é o dedicado pai, casado com Rebecca que está esperando trigêmeos em uma gravidez de alto risco. Randall é um advogado bem sucedido que procura por seu pai biológico. Kevin é um ator famoso de uma série que está cansado de sua vida vazia e da maneira fútil como seu trabalho é aproveitado e, por fim, sua irmã Kate, que lida com problemas de obesidade, autoestima, traumas e aceitação desde sempre. Abordando temas cotidianos com cautela e críticas sociais de forma inteligente, dificilmente você encontrará uma série que te abraça de maneira tão calorosa quanto essa. É quase como visitar a sua avó depois de terminar um relacionamento. Complicada, real e simples, This is Us merece o seu tempo.

  • American Horror Story: Depois de cinco anos no ar, AHS traz um temporada enfim adulta, bem projetada e verdadeiramente aterrorizante. Roanoke marcou um verdadeiro renascimento da série, onde os produtores conseguiram construir uma história pela primeira vez consistente, com plots plausíveis e bem encaixados na trama principal. O sexto ano trouxe para as nossas telas uma história sobre o povoado de Roanoke, lenda urbana mais antiga dos EUA, que conta sobre uma pequena colônia onde todos os seus 147 moradores desaparecem sem deixar rastros. Tido isso, Ryan Murphy, que já é reconhecido pela sua engenhosidade no mundo da televisão, deu vida a uma história completa, aterrorizante e, principalmente, atual. A 6º temporada do show trouxe uma construção nunca vista na TV. Ryan soube brincar com o telespectador e nos fazer reféns, assim como os personagens, das fatalidades em torno daquela região. A sede pela fama e o exibicionismo são peças chaves em sua crítica à própria indústria do entretenimento. No total a temporada tem 10 episódios e foi ao ar pela FX.

  • The Crown: Mais uma Original pra conta porque sim! Tão valiosa quanto as próprias e verdadeiras joias da coroa, The Crown foi ambiciosa e devidamente coroada desde o seu início, com um orçamento de cerca de 100 milhões de libras. A série traz os conflitos e o poder em torno do reinado de Elizabeth II, sua ascensão e trajetória desde a morte de seu pai, Rei George VI.  Com estúdios gigantescos, a produção reproduziu com uma fidelidade inconfundível os interiores de várias residências reais como o Palácio de Buckingham. Os exuberantes cenários naturais das Ilhas Britânicas solidificam o cenário perfeito para um drama político recheado de polêmicas. Outra maravilha da série é a dose de empoderamento: Elisabeth assume o trono com apenas 25 anos. Mulher e visivelmente jovem para ocupar tamanho cargo, a série apresenta com maestria a revolução que a Era Elizabetana trouxe aos costumes da família real britânica. A temporada completa está disponível no serviço de streaming e conta com dez episódios.

  • THE OA: Ficção cientifica com elementos sobrenaturais foi a aposta perfeita do diretor e roteirista Zal Batmanglij e da atriz e roteirista Brit Marling. Com cores frias, formas, muito suspense e várias passagem de tempo, prende o espectador em busca de respostas para os fatos que acontece, e se tudo aquilo é verdade ou mentira. Prairie (Marling), ou OA, escolhe um grupo de cinco escolhidos para contar os fatos que levaram ao seu desaparecimento. O espectador junto com os cincos escolhidos: o problemático Steve (Patrick Gibson), o pacato Jesse (Brendan Meyer), o esforçado French (Brandon Perea), o transexual Buck (Ian Alexander) e a professora Betty (Phyllis Smith); embarcam  nessa incrível história

  • Justiça: Como você já viu aqui, Justiça foi uma das principais produções nacionais do Ano. Ambientada em Recife, a série de 20 episódios mostra a história de quatro pessoas diferentes, que são condenadas no mesmo dia (onde três delas, de forma injusta, e apenas uma é realmente culpada). Com uma narrativa perfeita, enquadramentos  de ângulos distintos a cada episódio e uma fotografia bela que soube explorar perfeitamente o contraste de cores e ambientes da cidade de Recife, que serve como pano de fundo para toda a série. “Existe Justiça na vingança? Falta de Justiça tem cura? Fazer silêncio é fazer Justiça? A Justiça é mais cega do que a paixão?”.
  • Luke Cage: Sem dúvidas a série mais corajosa da parceria Marvel e Netflix até agora. Muitas mortes, sangue, explosões e personagens que já passaram por outras séries, como Demolidor e Jessica Jones. Uma série completa, trazendo referencias aos Vingadores muito bem encaixadas e até a aparição de Stan Lee. A série traz vários easter eaggs que fazem com que o espectador fique cada vez mais ansioso para os próximos capítulos. Assuntos polêmicos não são deixado de lados, mas são tratados com maestria. Mostra uma crítica aberta ao sistema falho da polícia e governo, reclamando que não só pobres cometem crimes, e incitando sobre a caça às bruxas que é feita pela polícia em relação ao subúrbio. Brutalidade policial e discriminação racial e social. Embalado por muito Hip Hop e canções que envolvem ação da série, Luke Cage se beneficia do efeito visual e iluminação do ambiente, que dão mais visibilidade nas cenas de lutas.

  • The Get Down: Uma explosão de cultura pop, hip hop, disco e do subúrbio de Nova Iorque na década de 70. A Netflix, em mais uma de suas superproduções, vai até Bronx, em Nova Iorque, e traz as origens de um dos gêneros mais populares do fim do século passado: o rap, que coincide com a perda do glamour das discotecas. Criada e dirigida pelo renomado Baz Luhrmann (Moulin Rouge, Romeu + Julieta e O Grande Gatsby), a série teve um custo total de US$ 120 milhões, tornando-se a mais cara produzida pela Netflix. A série joga para o espectador com história da música, figurinos incríveis, política e movimentos sociais, além da exploração da cultura underground, um verdadeiro espetáculo áudio visual.

  • Stranger Things: já citamos aqui todos os motivos possíveis para você dar uma chance para Stranger Things. Uma das séries que mais causou burburinho na internet em 2016. Ambientada na década de 80, em Montauk, Long Island, Matt Duffer e Ross Duffer (Duffer Brothers), conta a história do desaparecimento misterioso de um garoto. A comoção toma conta da cidade enquanto política, família e amigos acabam mergulhando e um extraordinário mistério a procura de resposta, envolvendo desde o universo paralelo até experiência secretas do governo americanos, forças sobrenaturais e a Eleven… uma garotinha muito estranha e especial.

  • Game of Thrones – 6ª temporada: Na opinião de muitos a melhor de todas, a sexta temporada de GoT pode ser considerada o começo do fim. Primeiramente pela liberdade criativa que os roteiristas e produtores Dan Weiss e Dan Benioff tiveram. Ambos deram sequência na história como bem entendesse, tendo como base diretrizes predeterminadas por George R. R. Martin, o escritor. A sexta temporada trouxe mais mortes e reviravoltas que as outras. Ao longo dos episódios a série deu continuidade a diversas de suas tramas, focando em algumas mais importantes que outras, mas todas elas se entrelaçando em algum momento e deixando o espectador ainda mais preso a cada episódio. Episódios como Battle of Bastards e The Winds of Winter trouxeram para o público um espetáculo audiovisual repleto de efeitos especiais e abrilhantados com as atuações de Iwan Rheon ( Ramsay Snow),  Kit Harington (Jon Snow), Sophie Turner (Sansa Stark) e a maravilhosa Lena Headey (Cersei Baratheon).

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