As prévias para os times da AFC East na NFL

Como de costume, aquela já tradicional profecia do “Setembro sempre chega” está novamente prestes a ser concretizada! Isso graças ao kikcoff da temporada 2017/2018 da NFL, que rola no próximo dia 7 de setembro, no Gillete Stadium, entre New England Patriots e Kansas City Chiefs. E claro que a ansiosidade já está a mil. Então, para já entrar no clima, nós vamos falar toda semana de cada uma das oito divisões nas duas conferências da liga, até chegarmos ao pontapé inicial. O Leo Roveroni, que por sinal já deu as caras por aqui, ficou a cargo de falar sobre a Conferência Nacional (NFC), enquanto eu vou trazer pra vocês tudo sobre a Conferência Americana (AFC). E já que começaram falando da divisão leste, nada mais justo que começarmos pela mesma divisão da AFC, que é considerada por muito a mais óbvia da NFL, vamos aos motivos:

 

New York Jets

Vamos começar logo com os Jets e tocando direto na ferida: não há como sonhar com os Playoffs tendo como opções Josh McCown, Bryce Petty e Christian Hackenberg para Quaterback. Dá quase vontade de rir e ao mesmo tempo um sentimento de pena, pois nenhum dos três são bons para carregar um time como os Jets. A franquia nova-iorquina passa por uma reconstrução e os executivos da equipe resolveram investir na defesa antes do ataque.

Essa defesa deve, no mínimo, manter os placares baixos, mas está longe de carregar o time nas costas como acontece muitas vezes com ostras franquias. Dentre as opções de jogadores, temos que destacar o Safety Jamal Adans, que foi a escolha de primeira rodada do time no Draft desse ano. Talento ele tem de sobra e já podemos considerá-lo um bom alicerce para a secundária dos Jets. A única vantagem que o time tem em 2017 é que uma baixa colocação vai trazer boas escolhas no próximo Draf. No mais, eu diria que é melhor começar a pensar em 2018.

Até onde vai: forte candidato à última colocação da divisão leste.

 

Buffalo Bills

O ponto forte do Bufallo Bills é, sem dúvida, a linha defensiva. Com LeSean McCoy como um dos melhores Running Back, Tyrod Taylor só deve ser beneficiado, mas tudo depende de como Sean McCdermoth pretende montar essa linha. A adição de bons Fullbacks como Mike Tolbert e Patrick Dimarco deve dar uma boa vantagem no trabalho de McCoy.

Mas nem tudo que brilha é ouro, não é mesmo? A comissão técnica do time é praticamente toda nova e leva aquele tempo para ter certo entrosamento, um problema que o técnico da equipe terá que lidar. Além do mais, o elenco dos Bills está longe de ser forte o bastante para chegar longe na liga e, mesmo com a má fase de Jets e Dolphins, é pouco provável que o time se classifique para os Playoffs.

Até onde vai: pode ser o segundo da divisão, mas muito improvável que chegue aos Playoffs.

 

Miami Dolphins

E falando neles, as coisas para o Miami Dolphins não está nada boa. Muitos achavam que o time do sul da Flórida esse ano pegaria um embalo e chegaria digamos que “fortes” aos Playoffs… Quem pensou isso, “EROOOOUUUU”. Pois é, Ryan Tanehill está lesionado e deve ficar um bom tempo fora de campo. Com isso, a direção dos Dolphins resolveu contratar ninguém menos que Jay Cutler – pausa dramática – que, por sinal, estava aposentado. Com uma linha ofensiva pra lá de falha e um Quaterback bem abaixo da média, vai ficar difícil para os golfinhos conseguirem chegar longe nessa temporada.

Mas a coisa pode melhorar caso Julius Thomas resolva jogar bem e também com a volta de Laremy Tunsil à sua posição de Left tackle  (em 2016 ele substituiu Mike Pousey que estava lesionado). Mas essa mudança deixa a posição de Guard do time totalmente desfavorecida. A esperança era que no Draft fosse escolhido um atleta que a ocupasse na primeira rodada, o que só foi acontecer na quinta com Isaac Asiata de Utah, que tem baixos números em sua passagem pelo Colege. Resumidamente, pode até ser que, por um algum milagre, os Dolphins se classifiquem como Wild Card para Pós-Season, mas, sendo realista, as chances são muito baixas. Então, a dica é que também comecem a pensar em 2018.

Até onde vai: é aquele time que conta muito com a sorte, se ela estiver do lado deles, podem disputar um Wild Card, mas não passa disso.

 

New England Patriots

Vamos falar agora de quem vai abrir as macumbas no dia 7! Isso mesmo, eu tô falando do New England Patriots. Em uma divisão tão fraca como a leste, um time como os Pats reina absoluto, e esse ano não deve ser diferente. A franquia da Nova Inglaterra deve terminar como primeiro na AFC East, se classificando para os Playoffs e muito provavelmente chegando à final de conferência.

A defesa, que foi a melhor da liga no ano passado, deve continuar no mesmo nível, porém com uma grande perda que foi a aposentadoria do linebacker Rob Ninkovich. Já o ataque, deve provavelmente ter algumas falhas como todo ano tem, principalmente na linha ofensiva, coisa que Belichick deve resolver rapidamente. É claro que imprevistos também acontecem, mas se tem uma coisa que esse time sabe fazer é jogar futebol na hora que precisa jogar. Fora isso, os Pats continuam ostentando nomes como Gronk, Edelman, Amendola e, claro, Tom Brady, o que faz da franquia praticamente o Dream Team da NFL.

Até onde vai: campeão da divisão leste, deve chegar às finais de conferência e ser forte candidato ao Superbowl.

 

Então é isso, galera! Muita coisa pode acontecer nessa nova temporada e é claro que as chances de mordermos a língua com alguns times é grande, mas estamos aí pra isso, né?! Só para reiterar, Haters (vulgo Leonardo Roveroni) dirão que fui clubista ao falar dos Pats, mas todos sabem que apesar dos defeitos existirem, as qualidades dessa equipe se sobressaem e muito, principalmente nessa divisão. Semana que vem estamos de volta com mais prognósticos para as demais divisões da NFL. Enquanto isso, não se esqueçam de que já está rolando a pré-temporada, o que já dá um gostinho do que vem por aí.

Braz Henrique Martins
Futuro jornalista com um amor inexplicável por futebol americano. Pisciano que não acredita em signo e que tem o costume de colecionar amigos, histórias e bons momentos. Como diria a música, sou apenas mais um “vivendo a vida em paz”

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