Cachorro quente rio-pretense: carne, frango ou misto? Veja os melhores lugares para comer

Quem visita São José do Rio Preto (SP), lá de outros estados ou até mesmo da capital, acha bem estranha a pergunta “Carne, Frango ou Misto?” ao comprar um simples cachorro quente. Mas é que por aqui, nosso hot-dog é um lanchão de dar inveja em muita gente. Tem purê de batata, salada, cheddar, catupiry e também leva carnes variadas, até bacon. Se você nunca experimentou, não sabe o que está perdendo.

O começo de tudo
O Conselho Nacional do Cachorro Quente e da Salsicha (existe, você sabia?) conta que o popular hot-dog surgiu em 1904, no sul dos Estados Unidos. A associação com a palavra “cachorro” foi porque o formato da salsicha lembra o cãozinho da raça Dachshund.

Uma das versões mais conhecidas para o surgimento do cachorro quente diz que um vendedor de salsichas emprestava luvas brancas aos clientes para não queimarem as mãos, mas como a maioria não era devolvida, o vendedor pediu ajuda ao cunhado padeiro. Foi, então, que surgiu a ideia de colocar a salsicha dentro do pão. Nascia o cachorro quente, tradução literal do hot-dog, em inglês.

E a tradição rio-pretense?
Não sabemos porque o cachorro quente daqui leva tudo, mas em outros lugares isso também acontece, e os sabores são diversos! Em São Paulo, o “Tradicional” leva purê de batata e é turbinado com requeijão. No Rio de Janeiro, o toque fica por conta do ovo de codorna e da uva passa. Já no Pará, a salsicha é substituída por picadinho de carne. Em Santos, vinagrete, ovo e milho verde somam no sabor. Em Blumenau, o chucrute acrescenta uma pitada germânica à receita

Fato é que em Rio Preto não tem isso de pão, salsicha e mostarda. O “Tradicional” leva carne moída com molho de tomate ou então frango desfiado. O “Misto” leva os dois. O restante pode ser adicionado a gosto do cliente.

Em um dos pontos mais tradicionais da cidade, no centro, ao lado do Fórum Municipal, há 20 anos o cachorro quente é feito com salada, carne e frango. É possível adicionar tomate, alface, cebola e diversos outros ingredientes, como presunto ou queijo. No local, cerca de 500 hot-dogs são vendidos por dia.

Um dos mais inusitados, no entanto, é uma novidade que está por fora e não no recheio. O “Cachorro Quente Crock” tem casquinha de queijo por fora e foi trazido para Rio Preto pelo Gil Lanches. Custa de R$14 a R$22, depende do tamanho do recheio, mas a casquinha pode ser acrescentada em ambos.

OS MAIS CITADOS
O Conversas de Sabor fez uma pesquisa para encontrar onde estão os cachorros quentes mais populares. Quer saber quem venceu a disputa?

1º lugar
Turbo Dog
Rua General Glicério, 3186

2º lugar
Gil Lanches
Rua Siqueira Campos, 4063, Vila Ercília

3º lugar
Coco Mania
Rua XV de Novembro, 2957 – Centro. Aberto até às 18h.

4º lugar
Cachorro Quente Cardeal
Rua: Bernardino de Campos, 3610

5º lugar
Cachorro Quente da Tia Sônia
Avenida Gerassina Tavares – Jardim Yolanda, ao lado do Atacado Naranjo

6º lugar
MEK Japa
Rua Silva Jardim, 3050
E você, onde come o seu cachorro quente? Deixe nos comentários os seus favoritos para que todo mundo vá experimentar!

Ah, não se esqueça de colocar o endereço ou as proximidades. 😉

Este slideshow necessita de JavaScript.

Natália Clementin
Jornalista, especialista em comunicação na internet, autora do Blog Conversas de Sabor e doutora em fazer as pessoas passarem vontade ou quererem morder a tela.

Comments

comments

About the Author

Natália Clementin
Natália Clementin
Jornalista, especialista em comunicação na internet, autora do Blog Conversas de Sabor e doutora em fazer as pessoas passarem vontade ou quererem morder a tela.