Na altitude de Tunja, o Corinthians sofreu, mas arrancou um bom empate na Sul-Americana

No fim, o Corinthians conseguiu um bom empate contra o Patriotas (FOTO: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

Jogar na altitude nunca é fácil, independente do adversário. E embora tenha caído contra um adversário modesto pela segunda fase da Copa Sul-Americana, o Corinthians sofreu diante do Patriotas-COL e dos mais de 2.800 metros de altitude da cidade de Tunja, região de Boyacá. Mesmo assim, não perdeu. Nesta quarta-feira (28), embora tenha entrado com um time misto, o Timão conseguiu um empate já no fim da partida, manteve a invencibilidade de três meses e meio e agora decidirá a classificação em São Paulo.

Os primeiros 15 minutos de partida foram equilibrados, sem grandes chegadas das duas equipes. Enquanto a equipe colombiana buscava usufruir da altitude utilizando a velocidade – especialmente nas alas com Gomez e Mosquera –, o Corinthians manteve o seu padrão de envolver o adversário na base do toque de bola apesar das cinco alterações promovidas por Fábio Carille. Foi de pé de pé em que surgiu a primeira boa chance brasileira. No toque final, Kazim serviu Romero para limpar a marcação e chutar no canto, obrigando Villete a espalmar.

Se o Corinthians não aproveitou a oportunidade que teve, o Patriotas foi mais feliz. Novamente abusando do poder ofensivo nas alas do campo, os colombianos abriram o placar aos 31 minutos. Depois do cruzamento da direita, Gomez recebeu do outro lado da área e finalizou cruzado. O desvio de Fagner traiu Cássio e deixou os mandantes em vantagem.

Gomez (dir.) abriu o placar para os donos da casa (FOTO: Luis Acosta/AFP)

O gol sofrido não alterou o ritmo do Corinthians na partida. A equipe seguiu com a mesma metodologia em campo. Três minutos após levar o gol, Kazim teve chance de igualar o marcador, mas da entrada da área chutou por cima.

Na volta do intervalo, o panorama seguiu o mesmo. O Patriotas não diminuiu o ritmo. Pelo contrário, manteve a velocidade como sua arma principal, mas sendo ainda mais eficaz. Em nova jogada aérea iniciada pelas pontas, Robayo cabeceou e acertou na trave.

Além das fortes investidas dos colombianos pelas laterais, outro fator passou a preocupar o Corinthians no segundo tempo. O ar rarefeito Tunja fez os jogadores do Timão cansarem. Com isso, Carille se viu obrigado a mexer. Primeiro, sacou Marquinhos Gabriel para a entrada de Giovanni Augusto. Por alguns momentos, o camisa 17 criou pelo lado direito e virou o homem das bolas paradas, mas não foi o suficiente. Depois, Gabriel deu lugar a Clayton, outro que pouco produziu.

Mais acuado por conta da chegada corinthiana ao ataque, o Patriotas passou a utilizar o contra-ataque. Em um dos lances de perigo, Fagner perdeu bola no meio-campo e no lance rápido, Cássio fez belas defesas em finalizações de Valoyes e Murillo.

Perto do fim da partida, a jogada lateral virou o alicerce alvinegro, e nos acréscimos veio o gol de empate. Balbuena construiu o lance pelo meio, rolou para Fagner na direita e foi para o ataque. O lateral cruzou para o paraguaio chegar de surpresa e cabecear sem chances para Villete: 1 a 1. Apesar da atuação mediana, o Corinthians arrancou um empate que mantém a invencibilidade de 24 jogos – a última derrota foi no dia 19 de março para a Ferroviária em Araraquara – e a confiança para os outros jogos.

Jogadores comemoram o gol marcado por Balbuena já no fim da partida (FOTO: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

 

 

André Bastos

André Bastos (ou Dezão), 22 anos. Formado em Jornalismo e amante de esportes. Ama tanto que vai comentar sobre eles. Dicas, dúvidas e críticas serão aceitas.

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