Defenders – A realização da parceria Marvel e Netflix

Depois de muita expectativa eis que está entre nós a primeira temporada de Os Defensores, mais uma Original nascida do casamento de sucesso entre a plataforma Netflix e a gigante dos quadrinhos Marvel. Com uma preparação exemplar – contando com duas temporadas completas de Demolidor, somadas à Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro, com uma temporada de cada – o Universo Marvel conseguiu estabilizar sua proposta também dentro das séries, de maneira bastante sensata e sem grandes surpresas.

A reunião dos heróis de Hell’s Kitchen acontece de maneira didática e traz às telas tudo que foi solicitado a produção: muita ação, traição, reviravoltas que merecem o título e claro, muito sangue. A trama da novidade foi construída de maneira simples, trazendo conceitos místicos de uma forma realista e bastante novaiorquina. A série também é o primeiro grande crossover da Netflix e não poderia ter se realizado de melhor forma, apesar de obviamente carregar vários dos defeitos das séries solo.

A forma como os roteiristas encontraram em unir as quatro histórias merece seu destaque, enaltecendo o bom trabalho feito na construção do universo compartilhado. Tudo o que aconteceu nos outro quatro shows têm consequências em Os Defensores. O desenvolvimento da trama foi feita de maneira tão ideal que foi possível resgatar momentos cruciais dos outros seriados complementando o enredo do Tentáculo. Apesar dos diálogos possivelmente previsíveis, a produção consegue trazer um texto bastante apropriado e que inclusive consegue encaixar momentos bastante específicos de alívio na trama, com algumas saídas cômicas, ferramenta muito importante na popularização da temática atualmente.

A fotografia do seriado também recebeu bastante cuidado, trabalhando com a presença de cores específicas para separar e identificar cada um dos quatro vigilantes, o que também pôde ser notado na abertura, que traz um mix das outras quatro oppenings de uma forma bastante agradável. Apesar do bom trabalho a fotografia falha na proposta eminente de transformar a cidade de Nova York em um quinto integrante, uma vez que não se explora nada além das calçadas de Manhattan e o já esperado metrô.

Mas no geral, o que mais merece destaque nessa série é o trabalho de câmera realizado com maestria. S.J. Clarkson, que havia dirigido Jessica Jones, além de também possuir no currículo Orange Is the New Black, Dexter e Bates Motel, dirigiu os dois primeiros episódios do show, e conseguiu realizar uma ambientação realmente envolvente com planos contínuos muito bem realizados, além de algumas montagens de cena realmente eletrizantes, aproximando o público sem grandes esforços. Peter Hoar e Phil Abraham, que dirigem os episódios 3 e 4 respectivamente, também realizam um trabalho de câmera sensacional que com certeza envolvem o público da melhor forma possível.

Em uma grande somatória de acertos e erros, a série é a realização de uma parceria que vem sido construída com muito cuidado e merece o seu prestígio. Com oito episódios de em média 50 minutos, a série está inteiramente disponível no catálogo Netflix desde sexta feira (18). Confira o trailer:

 

Jôicy Franco
Social Media, 24 invernos.
Basicamente um desenho animado tentando sobreviver no mundo real.

Comments

comments

About the Author

Jôicy Franco
Jôicy Franco
Social Media, 24 invernos. Basicamente um desenho animado tentando sobreviver no mundo real.