Desculpe a fraqueza, mas preciso ir

Para ouvir:

Chegou de repente, quietinho, como quem não quer nada. Foi pelas beiradas, silencioso, quase como uma pessoa qualquer. Quando vi, estava ali, por completo, por inteiro… E eu sem ter para onde correr.

A vida tem dessas coisas. Surpresas boas, algumas até difíceis de entender. Mas resolvi que simplificar seria o ideal.

Depois de um tempo percebi que ali estava o erro, foi fácil demais. Coração mole demais, palavras fáceis demais… E será que todas eram verdadeiras?

Quando deixamos nos envolver por alguém, dificilmente pensamos nas consequências futuras. “Ah, mas tudo bem! Pare de tentar encontrar problema aonde não existe.” Aí é que tá! Existe. Mas você liga? Nem eu.

Depois de um tempo, depois que tudo deixou de ser lindo para se tornar um fardo pesado a carregar, é que nos damos conta que nos entregamos demais a algo de menos.

E será que merecemos isso?

Por isso é necessário partir. Deixar as amarras e simplesmente ir. Sim, talvez seja fraqueza. E que seja! O importante é olhar adiante e enxergar (de novo) que a vida é maior do que qualquer tristeza que alguém nos causou. É se permitir viver coisas novas, com pessoas novas. É abrir o coração, deixar para trás qualquer vínculo com alguém que não é mais aquele alguém.

Complexo? Talvez… Mas quando colocamos na prática, parece que tudo flui com mais facilidade e leveza – e a vida precisa disso.

Desculpe a fraqueza, ou qualquer outro nome que você queira dar a isso, mas eu realmente preciso ir.

Adiante.

Carol Datore
Jornalista de corpo e alma. Publicitária pelo destino. Palmeirense, virginiana e amante do bom e velho rock nacional.

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