A despedida de Wolverine: Logan

O novo e superesperado longa da consagrada Marvel, Logan, estreou hoje (02) em telonas nacionais. O Tipzine foi conferir em primeira mão a última vez que Hugh Jackman entra na pele daquele que foi o responsável por sua fama: Wolverine.

 

Com classificação indicativa para maiores de 18 anos – e graças a ela -, finalmente conseguimos ver Wolverine matando pessoas da forma que, sinceramente, todo fã já gostaria de ter visto há bastante tempo. Com toda sua fúria, brutalidade, potencial e adamantium.

O filme se passa em 2024 e assistimos um Logan cansado, mais velho do que estávamos acostumados, tomado por amargura e doses de revolta. Trabalhando como motorista, ele vive escondido, onde cuida de um – nunca visto – doente e debilitado, o Professor Charles Xavier.

A trama deslancha e ganha vida quando seu caminho se cruza com o de uma garota que estava sendo perseguida e aparentemente precisava de ajuda.

Dirigido por James Mangold (Wolverine – 2013),  o filme, definitivamente, não é recheado daquilo que sempre é mostrado pelas produções Marvel. Não temos vilões de outro mundo (ou mesmo deste) querendo dominar o planeta, ou movidos por alguma vingança particular; não vemos aquela festa de efeitos visuais, tampouco feixes de luz, e, apesar das significativas cenas de ação, não é por esta que o filme é tomado. O filme é voltado para algo intimista, mostrando “o que há por trás das garras” do mutante Wolverine, o ser carregado de sentimentos, conflitos e muita dor: Logan.

O filme mostra até onde um homem aguenta e consegue chegar. As sequências de cenas reforçam bastante o realismo, a melancolia e o conflito interno de Logan. Não só ele, mas muitos outros personagens também sofrem, e isso é muito bem desenvolvido durante o longa.

Hugh Jackman nunca pecou em seu maior papel, mas podemos dizer que ele nunca esteve tão bem como Wolverine, como Logan, como ator, fazendo com que, a ideia de ser sua última atuação na pele do personagem seja realmente muito triste. O ator transparece com maestria a dor, o cansaço e a mudança que o tempo lhe causou, tanto fisicamente quanto mentalmente.

Outra grande surpresa (?) é Patrick Stewart, que sempre nos trouxe a ímpar atuação como Professor Xavier. Desta vez, não foi diferente, mas temos um professor fraco, debilitado, tomado por arrependimentos e culpa. O que mais diverge de todos os outros filmes, é que ele está praticamente desprovido daquela sabedoria quase celestial que possuía.

Dafne Keen interpreta a surpreendente (e põe surpreendente nisso) Laura. O filme trabalha muito bem a relação entre Logan e Laura.

Com 2h20min de duração, vale a pena cada minuto na frente da tela. Se ainda não se sentiram convencidos, deixo aqui mais um trailer e fico na esperança de que gostem desse longa maravilhoso, assim como nós gostamos.

Beatriz Lopes
24 anos, Advogada, Geminiana, cinéfila, fã da pequena sereia, Marvel e de The kooks.
Amante de um bom Rock n roll, moda, conversas inteligentes, fotografia, séries, chocolate e café.
E quem não ama café?
Muito prazer!

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