Dunkirk – A experiência que faltava no cinema atual

Christopher Nolan é um diretor que dispensa apresentações. Entre direções e co-produções, Nolan já coleciona em seu currículo grandes sucessos de bilheteria como o revolucionário Amnésia (2000); Insônia (2002); a nova trilogia Batman (2005, 2008 e 2012); A Origem (2010) e o sucesso absoluto, Interestelar (2014). Mas, se seu talento já estivera provado em tantos filmes majestosos, o que se concretiza em Dunkirk vai além do que se pode imaginar.

Em primeiro ponto, temos uma história real. Dunquerque é uma cidade portuária no norte da França que foi palco da Batalha de Dunquerque, em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial. Cercados pelo exército nazista, mais de 400 mil homens aguardavam o resgate. Com uma diminuição inexplicável dos ataques, permitiu que mais de 300 mil soldados conseguissem ser evacuados na operação batizada de Dínamo.

Nolan não poupou esforços para transformar seu novo longa em uma experiência cinematográfica que entraria para a história. A montagem, a estrutura da trama e a fotografia geram um elo tão perfeito na tela que poderíamos chamar de musical, caso a sonoplastia desse filme não fosse algo que merecesse tanto destaque. A edição de som completa o produto e entrega ao público a experiência que faltava no cinema atual. As câmeras analógicas, os cortes, os mínimos detalhes e cuidados, tudo se contempla na tela, trazendo o espectador em uma completa imersão na realidade do longa.

Com três núcleos separados na trama, Nolan explora a angústia da guerra em diferentes níveis e incontáveis percepções. A vulnerabilidade da vida também é colocada em tela de maneira educada e marcante. Dunkirk jamais pode ser definido apenas como mais um filme sobre guerra, é bem mais sobre sentimentos, sobre o conflito de uma forma crua e precisa. Acima e antes de qualquer outra coisa, esse filme é sobre sobreviver. Ainda que seja uma obra com bem menos diálogos do que estamos acostumados, Dunkirk conversa com seu público a cada segundo de forma direta, e diz tudo que precisava dizer.

Confira o trailer:

 

Jôicy Franco

Social Media, 24 invernos.
Basicamente um desenho animado tentando sobreviver no mundo real.

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Social Media, 24 invernos.
Basicamente um desenho animado tentando sobreviver no mundo real.