Estamos perdendo a nossa essência

Estamos perdendo a nossa essência. Estamos perdendo a vontade de viver nossos sonhos e concretizar nossos planos. Nos afundamos em promessas que não cumprimos e não nos reconhecemos mais ao olharmos para o espelho. Quem é essa(e) daí? Aonde foi parar aquela vontade de realizar tudo o que sempre sonhamos?

Estamos frustrados. Com o amor – e com o desamor. Com o trabalho. Com as amizades – que acabamos por perceber que não eram verdadeiras. Com o baixo salário. Com a indiferença. Com a falta de afeto.

Deixamos de ser, aos poucos, aqueles jovens sonhadores e nos tornamos dependentes do quinto dia útil e das migalhas de “amor” que recebemos. Deixamos de fazer planos para daqui 10 anos por falta de perspectiva profissional e passamos a economizar todas as nossas notas de dois reais para passar um feriado prolongado no litoral.

Ao olharmos a fundo dentro dos nossos olhos no espelho, não nos reconhecemos mais. Ao sentarmos no divã não sabemos mais o que dizer. Fechar os olhos na hora da acupuntura não nos faz mais relaxar. Não deitamos mais a cabeça no travesseiro para dormir. Deitamos para pensar no que fazer, no que falar, como agir.

Até quando a comodidade vai fazer com que a gente se perca dentro da gente? Nossa essência é algo precioso demais para deixarmos de lado. Nossa vontade de realizar sonhos deve ser maior do que o medo de perder o atual emprego, que te deixa infeliz, e sair em busca de outro. Aquela vontade de se sentir realizada(o) não deve morrer por atitudes que não são recíprocas.

Deixe as meias palavras, a meia felicidade, a indiferença, o emprego mais ou menos e seja imensamente feliz com você, de dentro pra fora. O clichê sobre o tempo? Sim, ele é verdadeiro. E é curto, passa rápido. Você nem vê… Mas quando vê, ele já se foi.

Carol Datore

Jornalista de corpo e alma. Publicitária pelo destino. Palmeirense, virginiana e amante do bom e velho rock nacional.

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