Heineken compra Brasil Kirin. E daí?

Pois é, minha gente. O mundo da cerveja ficou abalado nessa semana, mais especificamente na segunda-feira (13), devido à transação bilionária entre Heineken e Brasil Kirin. Segundo o portal da Folha de São Paulo, o valor da aquisição da companhia foi de 77 bilhões de ienes – ou R$ 2,2 bilhões.

A marca holandesa passa a ser a segunda maior companhia de cerveja do Brasil (somando seus 6,8% de mercado com 11,9% da Brasil Kirin), ficando atrás apenas da AB Inbev, que tem nada mais nada menos que 63% de participação. Em terceiro lugar fica a Petrópolis.

O que preocupa os apaixonados por cerveja é a estabilização dos preços por falta de competitividade. Pessimistas acreditam que a tendência é de que os valores, tanto das cervejas premium da Ambev quanto da Heineken, operem na mesma faixa.

Conversei com o empresário do segmento de bares, proprietário do Vila Dionísio e do Chico Barrigudo, Alexandre Zanin, para entender um pouco mais sobre como essa negociação vai refletir na vida dos consumidores. “A Heineken, ao adquirir a Kirin, passa a ter as marcas da empresa. Sendo assim, tanto os consumidores quanto os comerciantes tem mais a ganhar. Até então, ou você negocia com a Ambev ou você não tem muito o que negociar. Agora, você passa a ter duas grandes companhias que brigam por pontos de vendas. Por mais que a Heineken tenha um público muito particular, tem gente que não gosta devido ao amargor e aroma, que são característicos. Abrindo esse leque de produtos, a Heineken alcança um mercado muito maior”, explica o empresário.

Para as microcervejarias ou cervejarias artesanais, a venda da Brasil Kirin para a Heineken não influencia nada, pois trata-se de disputas diferentes. As grandes companhias brigam por espaços em prateleiras, vendas exclusivas e patrocínios, enquanto as cervejarias artesanais devem buscar se destacar conquistando consumidores em eventos especializados. “Mas, com o crescimento da rivalidade entre Ambev e Kirin, aumenta o interesse pela aquisição de microcervejarias que se sobressaem”, completa Zanin.

Daiane Oliveira

Jornalista, apaixonada por rock & roll e Sommelier de Cervejas

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