It – A Coisa

Nesta última quinta-feira (07), chegou aos cinemas brasileiros a segunda adaptação do incrível livro It, de Stephen King, lançado em 1986. A primeira adaptação foi uma minissérie para a televisão que logo se tornou filme, em 1990.

O filme se passa no verão de 1989 em uma pequena cidade chamada Derry. Apesar de pequena, a cidade se encontra agitada devido a coisas ruins que vem acontecendo, como crianças tendo estranhos desaparecimentos. Um grupo de sete crianças, intitulado por eles mesmos de Clube dos otários (Losers Club), logo acaba se deparando com o causador de todo o mistério e terror que assola o local, o palhaço Pennywise, e resolvem se unir contra ele.

A direção ficou por conta do Argentino Andrés (Andy) Muschietti, que também dirigiu o terror Mama, de 2013, o roteiro ficou a cargo do ótimo Cary Fukunaga, Chase Palmer e Gary Dauberman.

O diretor captou bastante a essência da obra de Stephen King e conseguiu expor com maestria no longa, de forma que, provavelmente, vai agradar bastante aqueles que são fãs das escritas do autor (ou até mesmo quem não).

O denominado Losers Club torna a história algo muito mais do que Pennywise, o Palhaço Assassino, e mostra, com singularidade em seu enredo, a história de cada uma das sete crianças do clube, o conflito que cada uma delas vive, e por meio de uma forma amizade, buscam apoio uns nos outros.

Andy Muschietti soube bem a hora de deixar o palhaço um pouco de lado e maximizar a dinâmica entre os meninos. A comunicação e harmonia entre os meninos é bastante cômica, as piadas, provocações, palavrões e, principalmente, o companheirismo, que fica bastante evidenciado. O enredo é bem tocante em relação aos dramas dos personagens principais, fazendo com que o espectador se importe e se sinta engajado na causa de cada um deles. A figura adulta no filme é bastante “vilãnizada”, o que é comum de se ver em obras de King. O longa tem pontos bastante violentos, marcantes, tristes, assim como também possui alívios cômicos distribuídos, dando uma quebra de atmosfera.

O elenco é forte: Bill Skarsgard dá vida ao terrível Pennywise. Bill consegue transbordar o sadismo, a diversão tortuosa com o sofrimento alheio. O personagem é cheio de características únicas e com certeza é um dos mais marcantes do cinema.

Finn Wolfhard, o Mike de Stranger Things, faz o falante Richie, garoto sarcástico, um tanto insolente, esperto e dono das várias piadas que vemos pelo longa. Sua atuação foi brilhante e seu personagem.

Jaeden Lieberher expõe como Bill sofre com a perda de seu irmão mais novo, e mostra bastante bravura e coragem, ele dá vida ao grupo.

Sophia Lillis faz Beverly Marsh, garota que enfrenta um dos dramas mais pesados do enredo. Ela é ímpar, expressiva e faz com que o espectador se sinta tocado.

Jack Dylan Grazer, o hipocondríaco Eddie, dá um toque de humor às cenas.

As sequências de medo tem uma série visual expositiva. O jogo de câmeras faz o susto; as imagens, o pânico. Todos bem trabalhados e jogados frente ao espectador, de forma expositiva e escrachada, sem confusão estética. O diretor mostra que faz questão que você veja cada detalhe, de cada cena tortuosa, e cada uma das coisas que passa a perseguir a vítima da vez, e, principalmente, o medo de cada um. Por existir bastante criatividade visual, o filme está sempre posto a assustar de uma forma diferente.

A trilha sonora do filme foi feita por Benjamin Wallfisch, que já trabalhou na composição de trilhas de outros longas como de Lights out (2016) e Annabelle 2 – A criação do Mal (2017);

Com duas horas e 15, o filme não é só mais um terror, mas uma aventura cercada de drama, medo, coragem, superação e, principalmente, união e amizade. A Obra de King foi muito bem captada, exposta e sentida, vale a pena conferir.

Assista o trailer:

 

 

 

 

 

 

Beatriz Lopes
24 anos, Advogada, Geminiana, cinéfila, fã da pequena sereia, Marvel e de The kooks.
Amante de um bom Rock n roll, moda, conversas inteligentes, fotografia, séries, chocolate e café.
E quem não ama café?
Muito prazer!

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