Kingsman – Boas maneiras moldam um bom filme

O primeiro longa, subtitulado de Serviço Secreto, chegou às telas em 2014 trazendo uma versão atualizada e extremamente carismática dos já tradicionais filmes de espiões. Com excelentes piadas que referenciam este universo e uma coleção de artefatos e recursos que sempre arrancam aquele uau do público, Matthew Vaughn trouxe uma espionagem elegante e atualizada, sem perder a força e influência do conceito tradicional. O diretor, que também assina outros sucessos como Kick-Ass, estruturou uma história eletrizante com desenvolvimento e ritmo invejáveis, além de trazer uma trama muito bem trabalhada na questão conflito de classes, tanto de forma visível – devido à condição de vida de Eggsy -, quanto em relação ao enredo contrastante entre o elitismo britânico e o modernismo da juventude gangster.

Agora chega às telas a sequência da saga, subtitulada de O Círculo Dourado e, para a alegria dos fãs que torciam pela continuação, o novo longa consegue manter de forma gloriosa a qualidade e controle do primeiro filme. Dessa vez, os Kingsmans são novamente obrigados a lidar com uma ameaça global, a Guerra às Drogas. Julianne Moore, como era de se esperar, dá vida de forma gloriosa à vilã Poppys que é obrigada a viver completamente isolada para proteger seu império: O Círculo Dourado. Apaixonada pela cultura dos anos 50, Poppys é uma vilã extremamente singular que surpreende e muito em seu tempo de tela.

No novo longa, a agência de espionagem foi exterminada fazendo com que Eggsy e Merlin busquem apoio de seus primos americanos, os Statesmans. Os aliados são uma organização secreta americana que investiu na forte indústria do Whisky como disfarce. O estilo de vida country de Kentuchy, com direito à botas e chapéus de vaqueiros, garantiram o equilíbrio entre o cenário americano e a núcleo europeu,o que no primeiro filme foi atribuído ao vilão Valentine, interpretado pelo ícone Samuel L. Jackson. Além da simplicidade e tradicionalismo sulista, o novo arco narrativo adiciona ao elenco nomes de peso como Channing Tatum, Halle Berry, Jeff Bridges e Pedro Pascal.

Com um desenvolvimento ousado e por vezes bem ganancioso, Kingsman parece estar perdendo o controle em diversas cenas do filme, o que acaba resultando em algo muito melhor do que se esperava, uma vez que mesmo com essa sensação, a qualidade do filme é mantida de forma estável. A utilização da câmera também agracia os olhos do público de maneira sutil, trazendo uma fotografia nada convencional e incrivelmente bela. A forma com que se desdobra a trama e redobram no novo arco narrativo, revela a força que a franquia traz agora que finalmente se apresenta como tal, e sem dúvida nos garante que podemos esperar continuações muito agradáveis em um cenário cinematográfico de conteúdo tão limitado como atualmente, onde se vive de reboots e remakes.

Apesar da crítica estar muito dividida sobre o resultado final da sequência, seus 140 minutos de duração valem completamente a pena. O Círculo Dourado traz fotografia inusitada, desenvolvimento sincero, enredo bem ritmado, aquele toque de humor, e claro, muita ação cheia de slow motion, daquelas que todo mundo ama.

Confira o trailer:

 

 

Jôicy Franco

Social Media, 24 invernos.
Basicamente um desenho animado tentando sobreviver no mundo real.

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Basicamente um desenho animado tentando sobreviver no mundo real.