Masterchef sem adição de açúcar

Salve, meninada sadia.

A partir de hoje, virei aqui toda quarta-feira falar com vocês sobre o Masterchef, especificamente sobre o episódio da semana.

Todos nós sabemos que o Masterchef é muito (muito mesmo) mais um show de entretenimento (cozinhar pra exército, replicar pratos dos jurados, caixa misteriosa, etc) do que de culinária. Tanto que somente 80% dos candidatos abandonam suas carreiras, muitas vezes consolidadas, e passam a serem cozinheiros após o programa. Mas o reality tem muito a nos ensinar, sobretudo a para os concorrentes, que aprendem a lidar com pressão, serem resilientes, pensarem rápido e, enfim, toda essa atmosfera os obriga a estudarem muito durante as gravações para conseguirem vencer.

Os próprios jurados já disseram que, quem é amador e quer ser cozinheiro mesmo, não procura um reality e sim uma cozinha. Mas, não sejamos hipócritas, o Masterchef é um grande empurrão para os participantes entrarem no mundo da gastronomia cortando um bom caminho, conseguindo oportunidades que anônimos demoram mais a conseguir!

É válido lembrar também que a vida dentro de um reality deste porte não é glamourosa. Horas de gravação, pressão, tensão, abdicação de emprego, mudança de cidade, etc. Então eu realmente bato palmas para quem dá a cara a bater, se inscreve, passa pelas etapas e chega entre os 21. O processo é SUPER cansativo e longo, posso falar por experiência própria, pois em 2015 passei por todas as etapas do processo seletivo e fui retirado na fase final, pois o Masterchef e o The Taste Brasil que participei, estreariam na mesma semana, então acharam por bem me cortar. Depois disso, me profissionalizei e não posso mais participar.

Sobre o episódio de ontem, os participantes deveriam cozinhar usando ingredientes que sempre tem na geladeira de outros participantes. Vi lá alguns com magret de pato e filet mignon… Nada como ser rhyco né, Brasil? A conclusão é que ninguém queria a caixa do meu conterrâneo de Ribeirão Preto, Leonardo, pois era uma caixa de sobremesa.

O baiano Fabrizio também não deu sorte e pegou a caixa do Paraguaio, filho de chineses, Abel, que não tem geladeira em casa e, portanto, quase não tinha condimentos básicos para o preparo do prato. Aliás, o Abel foi o vencedor da prova fazendo uma barriga de porco incrivelmente macia.

Os donos dos piores desempenhos dessa primeira prova teriam uma desvantagem na segunda prova, que era fazer sobremesa sem usar açúcar ou qualquer produto que vá açúcar em sua composição. O castigo para quem foi mal na primeira prova era: NÃO PODER USAR MEL!

Nessa hora eu só iria sentar e chorar. Eu, que cozinho seis dias por semana, chego a ficar 15h de pé numa cozinha, teria dificuldade com essa prova. Mas a negada foi lá e fez. Não foi lá um espetáculo, mas a galera se virou bem usando frutas caramelizadas com sua própria frutose, castanhas, fazendo chantilly com mel, etc.

E o mais confiante dessa prova, pois sua sobremesa favorita não vai açúcar, era o DJ Roger. Ele fez figos assados com alecrim, mas deram super errado e acabou sendo eliminado.

É realmente uma pena, pois o julgamento do Masterchef é feito prova à prova e não pelo histórico ou pelo potencial. Também foi embora muito cedo o economista Bruno, claramente um dos que tinha maior repertório. Sabemos que lá tem gente muito pior que ainda está no jogo, é meio óbvio até para quem não é cozinheiro. Só de ver a ideia dos pratos ou a maneira como manuseiam a faca e as panelas já percebemos quem está mais preparado. Mas regras são regras e são bem claras.

Vida que segue. Semana quem vem eles cozinharão numa arena de vôlei para torcedores e jogadores. Vai ser #tenso, Brasil.

Até a próxima! 😉

Cadu Evangelisti

Cozinheiro e publicitário, mas não me acho a última bolacha do pacote.
Sou só um cara agitado, emotivo e sorridente, que não recusa uma cerveja.

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