Masterchef – Lamen… tável mesmo!

Salve, meninada sadia!

Vamos direto ao ponto… E o Masterchef de ontem, hein? Me digam…

Comecemos pela primeira prova. Eles tiveram que preparar um menu de três tempos – entrada, principal e sobremesa. Até aí, tudo bem, é o básico saber criar um menu coerente e que combine. Maaaas, é Masterchef, né,  jovens? O menu deveria ser para a classe executiva de uma companhia aérea, ou seja, um milhão de restrições por questões de estrutura, flatulência (rs), temperatura, etc.

A prova foi em grupo e quem se destacou foi a equipe de Victor Bourguignon, Ana Luiza e Nayane, que não são lá os favoritos, mas tiveram muita inteligência pra criar o menu souberam executá-lo. Fizeram um creme de camarão de entrada, salmão com creme de aspargos de principal e maçã cozida com especiarias, calda de baunilha e uma sablé (massinha amanteigada que lembra um biscoito) na sobremesa. Os três foram ao mezanino e os demais ficaram para a prova de eliminação.

Agora é que começa o drama. A prova era de Lámen, macarrão típico do Japão servido com verdura, carnes, legumes, shoyu, tarê (molho à base de saquê, shoyu, alga kombu, vinagre de arroz e açúcar) e o principal, o dashi (caldo japonês sem fervura à base de cogumelos, algas e legumes, que pode ou não levar proteína animal em seu preparo). Apenas para constar, EU AMO LAMÉN MEU DEUS DO CÉU QUE COMIDA MARAVILHOSA CHEIA DE SABOR E PERSONALIDADE OBRIGADO JAPONESES POR INVENTAREM ISSO.

 

Os competidores tiveram uma super aula de como preparar um “lámen express”, pois ele pode demorar até dias para se fazer. Quem lecionou foi a dona Margarida Haragushi, proprietária do restaurante Izakaya Issa (uma senhorinha japonesa muito fofinha), e seu filho, o chef Sérgio Ouba.

 

Obviamente os olhos estavam sobre Yuko, tailandesa, ou seja, mais habituada à cultura oriental, Victor Vieira, que mora na China e tem filho japonês, e Abel, filho de chineses. Mas, destes três, apenas Yuko agradou os especialistas e, junto com mais quatro, subiu ao mezanino.

Lembrando que eles deveriam fazer dois, um para os especialistas e um para os jurados. Abel entregou apenas um e, por conta disso, foi privado de ser avaliado pelos especialistas, era sua punição. Guardem essa informação.

Restou, então, para Jacquin, Fogaça e Paola experimentarem o lámen dos demais. A maior parte deles, como era de se esperar, estava horrível, pois não tinham familiaridade com a receita, as técnicas e a cultura, sobretudo porque tiveram que fazer a massa, que é bem diferente da massa tradicional de macarrão.

Um dos destaques foi Abel, os três piores foram Taise, Fabrizio e Michelle.

Os jurados foram para aquela salinha pra decidir quem sairia. Pediram para os três piores darem um passo a frente e disseram que o eliminado seria Abel, porque não entregou os dois pratos e que, regras são regras, embora o dele fosse melhor.

Aí que começa a minha indignação. Me lembraram que na edição passada era pra fazer um bolo de três camadas, um participante fez de duas e ficou com o argumento de que “o sabor sempre manda” e, neste caso, passando por cima das  tais regras. Cadê a coerência?

E mais, a punição de Abel já havia sido feita, ele não pôde apresentar o prato para os especialistas, apenas para os três jurados fixos. Que eliminassem ele de cara, então.

Mas uma coisa aprendi, Masterchef não é competição de culinária, é um show de televisão com pitadas de gastronomia. É um circo. Mas eu continuarei assistindo por motivos de: EU GOSTO!

Vida que segue, Abel. Você não mereceu sair, mas saiu por cima, como não é comum no Masterchef, onde todos saem praticamente fuzilados.

Até a semana que vem, esperando um pouco mais de coerência neste programa que gosto tanto.

Cadu Evangelisti
Cozinheiro e publicitário, mas não me acho a última bolacha do pacote.
Sou só um cara agitado, emotivo e sorridente, que não recusa uma cerveja.

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