MODA PARA LER

CINCO LIVROS BACANÉRRIMOS SOBRE O ASSUNTO GARANTEM DIVERSÃO E INSPIRAÇÃO DE SOBRA – OLÍVIA NICOLETTI

Muito tem se falado sobre os documentários relacionados à moda nos últimos anos. Também, pudera! Houve um boom de lançamentos de coisas muito boas por aí. Iris, por exemplo, é o nome do documentário que homenageia e desvenda os segredos do estilo peculiar de Iris Apfel; True Cost problematiza o real impacto social da moda no mundo; Dior e Eu acompanha o desenvolvimento da primeira coleção de haute-couture de Raf Simons como diretor criativo da Maison (pouco tempo depois do lançamento do longa, inclusive, Raf abandonou o posto).

A lista se estende e, apesar do audiovisual estar em alta, vim aqui puxar sardinha para o lado do impresso com dicas de cinco livros de moda escritos ou protagonizados por personas totalmente inspiradoras! Com eles, juro!, dá para aprender muita coisa, deixar alguns preconceitos fashions de lado e, de quebra, dar umas boas risadas. Vamos lá?

 

Man Repeller, a divertida moda que espanta os homens – Leandra Medine (2014)

Certa vez durante uma edição do SPFW eu usava saia mídi evasê branca, camisa alongada listrada de branco e azul claro, bolsa laranja de palha, sandálias pretas com amarrações nos tornozelos e brincos pretos em formato de pêndulo. Ao encontrar Maria Rita Alonso, diretora da L’Ófficiel Brasil, nos corredores, ela comentou: “esse estilo é muito bom porque você nunca vai precisar se preocupar se o homem que está com você realmente gosta de você”. O termo Man Repeller (repelente de homem, em tradução livre) é isso! Quero dizer, não exatamente isso, mas segue a linha. Leandra, a autora e dona do site que leva o mesmo nome (manrepeller.com), criou o conceito em 2010, contrariando a máxima “man getter” (algo como pega homem), muito em voga na época, que fazia alusão aos visuais que atraiam os olhares masculinos. O termo, diz ela, faz referência às suas produções que costumam, digamos assim, causar um estranhamento no sexo oposto.

Sou suspeita para falar: admiradora assídua de Leandra (como inspiração de moda e pessoa). Acredito bastante no estilo de vida leve, divertido e desencanado que ela passa. O livro, basicamente, conta toda a sua história até chegar nos dias de hoje. A paixão pela moda desde a infância, as crises entre religião x estilo (ela é judia e estudou a vida toda em escolas bastante tradicionais de Nova York), a faculdade de jornalismo, o nascimento do site, as incisivas crises no relacionamento com o então namorado, Abbie… Enfim, ótima pedida para quem gosta de visuais que passam longe do basiquinho e também para quem quer se divertir à beça. À venda por R$ 34,90 aqui: http://bit.ly/1Xb0wdL

 

Os Diários de Carrie – Candace Bushnell (2013)

Quando o seriado Sex and the City estreou na HBO, em 1998, eu tinha apenas sete anos de idade. Mesmo assim, ao atingir uma idade aceitável para ouvir Samantha Jones (Kim Cattrall) gemendo pelas caixas de som, comprei o box com a série completa. Perdi as contas de quantas vezes já assisti a todos os episódios, mas foi suficiente para que eu decorasse muitas falas de Carrie e sua trupe. O livro em questão nada mais é que a adolescência de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), personagem principal da trama, contada com detalhes minuciosos de looks pra lá de especiais (e com uma pitada deliciosa da moda da década de 1980).

A autora, Candace Bushnell, escreveu a obra só nove anos após a série chegar ao fim e, mesmo assim, ganhou o título de best-seller. Não assistiu ao Sex and the City? Tudo bem! Depois de ler, você terá uma ótima desculpa para começar a assistir. À venda por R$ 49,90 aqui: http://bit.ly/1TWttUY

Ah! Carrie Bradshaw é a principal inspiração de Leandra Medine na hora de se vestir.

 

A Parisiense – Inès de La Fressange (2011)

“A mulher paulistana é a gata de botas”, me disse um amigo certa vez. A carioca é livre, leve e solta. E a parisiense? A parisiense é irritante! Sim, é aquela coisa… Um ar de… Algo que não dá para explicar com nada além de ‘je ne sais quoi’. Já reparou que sempre parece que elas acabaram de ter uma noite de sexo incrível, não pentearam o cabelo, quiçá passaram algo no rosto além de hidratante, vestiram a primeira calça jeans e camiseta que encontraram (que, obviamente, compraram na lojinha da esquina e jamais vão conseguir te falar a marca porque a etiqueta já era) e foram, bem lindas, para o trabalho ou para o Festival de Cannes vestidas assim? Não irrita?

Pois é, tanto nós – como elas – sabemos disso, que a modelo francesa Inès de La Fressange precisou publicar um guia de como tentar (eu disse tentar) copiá-las. Em A Parisiense, além de dicas de como se vestir, você encontra dicas de onde comprar (quando em Paris, claro) e de como se comportar. Empunhem seus cigarros, aposentem suas escovas de cabelo et voilà! À venda por R$ 29,30 aqui: http://bit.ly/1rdEWrd

 

It – Alexa Chung (2013)

Se você vai ao trabalho ou ao cinema, parque, happy hour ou a qualquer outro lugar do mundo calçando alpargatas ou espadrilhas, agradeça a moçoila das fotos acima. Alexa é a responsável pela volta desse estilo desencanado e cheio de materiais naturais. Ela versa entre Jane Birkin (e todas as pessoas que aderiram ao estilo hippie na década de 1970) e entre Olivia Palermo, Miroslava Duma ou qualquer uma das musas que cultuam a moda contemporânea. Mas, Alexa tem licença poética. Cabe tanto em um Valentino incrível de seda como em calças jeans surradas, All Star preto e T-shirt destruída. Será que ela teve aulas com Inès? Talvez.

Sorte daquele que catar a ironia contida em It, pois é deliciosa! O livro começa com moda: Alexa lista seus ícones de estilo (cavalos, Spice Girls, Vandinha Addams e seu avô, para citar alguns) e dá dicas de como se vestir. Ela também fala sobre sua paixão por dinossauros, cria playlists pra corações partidos ou apaixonados, filosofa sobre redes sociais e dá dicas pra aperfeiçoar o autorretrato perfeito. Quer mais? Aqui, por R$ 159,10: http://bit.ly/1XFFQvi

 

#Girlboss – Sophia Amoruso (2015)

Por último, mas, talvez, mais importante: Sophia Amoruso é algo como um tapa na cara. Olhe para as fotos. Não. Olhe bem para as fotos. Mais uma vez. Vai na minha, tô falando. Do que você gosta mais? De cara é difícil responder, certo? Vou facilitar: é da atitude. Quando mandei para o Thomaz fazer as artes que você olha aqui, já sabia, mas ele devolveu: “gostei mais da Sophia”. E, como julgar?

Ariana encapetada (tem como não ser?) de 20 de abril, começou a vida causando, claro. Na adolescência, viajava de carona sem a permissão dos pais, roubava lojas de roupas, revirava latas de lixo. Aos 22 anos havia se conformado em ter um emprego bem mais ou menos, mas ainda estava sem grana, sem rumo e fazendo um trabalho medíocre que assumiu por causa do seguro-saúde. Foi aí que decidiu começar a vender roupas de brechó no eBay. Oito anos depois, ela é a fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares, com mais de 350 funcionários. Além da história de Sophia, o livro cobre vários outros assuntos e prova que ser bem-sucedido não tem nada a ver com a sua popularidade; o sucesso tem mais a ver com confiar nos seus instintos e seguir a sua intuição. Uma história inspiradora para qualquer pessoa em busca do seu próprio caminho para o sucesso. À venda por R$ 24,90 aqui: http://bit.ly/1U7ZqvP

Olívia Andrade Nicoletti
Olívia tem 26 anos, é repórter de moda, artista, desastrada, bebe muito gim e coca-cola e escreve sobre amor quando tem tempo.

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