Mulher Maravilha: o triunfo cinematográfico da DC

Sim, amigos, a espera finalmente chegou ao fim e, ainda que a estreia mundial seja só na sexta (02), Mulher Maravilha chega às telonas brasileiras hoje – e nós já fomos conferir.

É de conhecimento geral que a DC sempre teve dificuldades em encontrar seu espaço no cinema mas, finalmente, a maldição foi quebrada. Wonder Woman entrega de forma monumental tudo que lhe foi solicitado, e tem tudo para agradar a grande maioria do público, desde os fãs assíduos das HQ’s, até os que conhecem a história da heroína vagamente.

O cenário paradisíaco da Ilha de Temiscira trouxe o equilíbrio que faltava no DCEU, e entrega uma fotografia exemplar, principalmente quando contrastado com o mundo dos homens – uma Londres cinza e machucada pela guerra.  Ao contrário do Universo Marvel, que se preocupa em apresentar explicações mais científicas sobre a origem de seus personagens, a DCEU se apoderou do contraste resultante de uma Amazona inserida no contexto histórico, ambientado durante a Primeira Guerra Mundial.

O raio de esperança da DC merece todos os elogios que está conquistando. Assim como dito no Portal Judão, “Mulher Maravilha é o filme que os fãs queriam e a cultura pop precisava“. Com uma execução pontual e extremamente honesta, o longa conseguiu desenvolver sua trama com uma elegância que se torna palpável através do recurso de slow motion, que foi extremamente utilizado nas cenas de ação, e garantem a assinatura de Jenkins.

Vale ressaltar também a desenvoltura de Gal Gadot que, como era de se esperar, deu vida à nossa Deusa de uma maneira tão natural que fica difícil acreditar que é apenas um personagem. A novidade sem dúvidas reposiciona o cenário dos filmes de super herói, e finalmente define de maneira grandiosa tudo o que o púbico esperava de um filme solo de uma heroína.

Com uma grande lição sobre representatividade, boa parte deste sucesso deve ser atribuído ao talento já reconhecido de Patty Jenkins, que se inspirou na franquia Indiana Jones, no Superman de 1978 e Casablanca para concretizar este triunfo cinematográfico. Jenkins soube exatamente aonde queria chegar e o que exigir de sua equipe, que não poderia ter chegado a um produto final mais exato. Cercado de polêmicas, a novidade consegue de uma forma profissional apresentar os ideais de igualdade de maneira sólida e muito gratificante.

Com pouco mais de duas horas de duração, a primeira adaptação cinematográfica da heroína mais importante dos quadrinhos sem sombra de dúvida alguma merece a sua atenção.

 

 

 

Jôicy Franco

Social Media, 24 invernos.
Basicamente um desenho animado tentando sobreviver no mundo real.

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Basicamente um desenho animado tentando sobreviver no mundo real.