Não espere dos outros o que você não dá a si mesmo

Não espere dos outros o valor que você não se dá, não deixe a carência ditar a qualidade – ou a falta – em suas relações, e isso serve para todas elas.

Eu sei que esse papo de amor próprio está na moda e parece que todo mundo se ama e não se deixa ser feito de trouxa por ninguém, mas será que está assim mesmo? Será que todo mundo fica de boa em casa no sábado a noite sem bater a bad? Não é o que eu tenho percebido.

Estou vendo cada vez mais pessoas entrarem em relacionamentos destrutivos por pura carência, e elas ainda levantam a bandeira do amor dizendo que suportam tudo por ele – e eu me incluo nessa –, mas que espécie de amor é esse que te faz mais mal do que bem? Te deixa mais encanado do que leve e a paz passa longe?!

Eu não entendo porque fazemos isso com a gente, não sei se estamos escutando sertanejo demais (rsrs) ou se olhar a situação de frente e ser racional está tão difícil assim.

Vejo tanta gente que precisa de amor, mas que não dá. Parece contraditório até, mas é assim que as pessoas estão se relacionando ultimamente, estão querendo alguém que faça de tudo para ficar junto, mas não dão nada em troca e com esse egoísmo ou insegurança acabam minando a relação e correndo atrás do fim.

Queremos uma coisa e acabamos pegando a estrada completamente oposta! Quando aparece uma pessoa bacana parece que o medo agarra nossas pernas e paralisa os dedos não deixando a gente mandar uma mensagem sequer!

Mas quando chega aquela pessoa que nossa alma grita “encrenca”, aí a gente corre atrás.

Já li sobre isso relacionado com a psicologia e dizem ser a autossabotagem, mas como acabar com esse círculo vicioso, gente?

Não é daquelas coisas que você dorme e acorda diferente, é um processo longo, uma estradinha difícil de passar, por isso acho que tanta gente desiste no caminho. O que será que a gente pensa? Será que é mais fácil se curar de 100 desilusões do que tomar uma atitude definitiva? Será que o preço da vergonha na cara é tão alto assim?

Bom, pensando com meus botões aqui, acho que está bem caro tudo e dessa vez não é culpa do governo. Uma hora a gente se desgasta tando com 100 pessoas erradas que quando chegar a “certa” – não a perfeita, gente perfeita é chata –, a gente não vai ter nada a oferecer.

Cheguei à conclusão que às vezes vale muito mais ter errado com uma ou duas pessoas e ficar um tempo com a própria companhia e aprender a desenvolver – não só falar – o bendito amor próprio, do que tentar com 100 e se perder de si mesmo.

O que você acha? Bora tentar?

Caroline Carvalho
Estudante de letras, troco salgado por doce, tentando ser fitness, amo gatos, livros e Netflix. Canceriana.

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