A natureza de Imogen Cunningham

Imogen Cunningham

Imogen Cunningham

Imogen Cunningham, fotógrafa estado-unidense reconhecida pelas suas fotografias de temas botânicos, de nus e de cenas urbanas e industriais, nasceu na cidade de Portland em 12 de Abril no ano de 1883 e cresceu na cidade de Seattle, Washington.
Seu interesse pelo mundo fotográfico não era bem visto, pois seus pais, que na época eram agricultores, não aprovavam a decisão de se dedicar a fotografia. Em 1901, quando começou a estudar química na Universidade de Washington, conheceu a obra de Gertrude Käsebier, também fotógrafa estado-unidense e se interessou realmente por fotografia, estudando a fundo o assunto. Na mesma época, um de seus professores a aconselhou estudar a química nos processos fotográficos para ter dados científicos a respeito da mesma em sua carreira. O modo de conseguir manter as despesas da pesquisa foi trabalhar como secretária para o professor, onde tirou fotos de plantas para o departamento de botânica. Nessa época, realizou um de seus maiores trabalhos de auto-retrato, quando aparece nua em meio a um gramado, algo que as pessoas achavam um absurdo, onde teve como tema principal o estudo do corpo humano. A primeira abordagem ao nu masculino foi realizado pela mesma, fotografando seu marido.

 

Autorretrato, 1906

No ano de 1907, após sua graduação, começou a trabalhar no estúdio de Edgard Curtis, em Seattle, onde adquiriu conhecimento e prática em fazer retratos, técnica platinotype e aprendeu a retocar negativos.
Em 1909,  recebeu uma bolsa para estudar na Escola de Dresden, onde realizou um estudo comparativo dos diferentes métodos de platinotype.
Imogen abriu seu o seu próprio estúdio quando voltou para Seattle, onde se especializou em retratos e foi o única fotógrafa que foi membro fundador da Sociedade dos Artistas de Seattle. Nesse tempo, também publicou um artigo chamado “A fotografia como uma profissão para as mulheres”, para que as mulheres aprendessem carreiras e conseguissem fazer algo para si próprias.
Apenas em 1914 suas obras foram expostas sendo como atenção principal pela primeira vez no Instituto de Artes e Ciências Brooklyn.
Em 1915, depois do casamento, Imogen fechou seu estúdio e mudou-se com sua família para a Califórnia, onde Rondal e Padraic nascem gêmeos. Naquele tempo e devotado à sua família, ele para de funcionar comercialmente e seu trabalho gira em torno da fotografia de seus filhos e plantar seu próprio jardim.

 

Boys with cut flowers, 1919


Em 1921,  Imogen aceitou sua primeira missão comercial com
 Adolph Bohn.

Adolph Bolm, Dancer, 1921

Na mesma época, seu trabalho apareceu no prestigioso Film and Foto Exhibition de Stuttgart, na Alemanha, e em museus de arte de Berkeley e São Francisco. As belíssimas fotografias feitas da bailarina Martha Graham foram publicados na Vanity Fair, que a convidou para trabalhar como retratista de grandes personalidades.

Três bailarinas, 1929

Em 1940, passou a fotografar cenários urbanos como um projeto pessoal, paralelo ao trabalho comercial e a fotografia de estúdio. Na mesma década, tornou-se professora da California School of Fine Arts. Cunningham continuou fotografando até pouco antes de sua morte. Seu último trabalho foi intitulado “La vida después de los 90”. Imogen faleceu no dia 23 de junho em 1976, aos 93 anos, na cidade de São Francisco.

A seguir confira grandes cliques dessa maravilhosa fotógrafa!

Frida Kahlo Rivera, 1931

The Unmade Bed, 1957

Triangles Plus One, 1928

The Dream, 1910, 2013

Magnolia Blossom, 1925

Sidewalks of Paris, St Germain, Paris, 1960

Micheli Zingaro

Apaixonada por fotografia, tem 22 anos, formou-se em Publicidade e Propaganda e com a fotografia tenta passar outras coisas que admira como psicologia, artes, jornalismo e arquitetura, assuntos esses que estão ligados dentro do nosso universo.

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