Nove motivos para você dar uma chance a “The Get Down”

Uma explosão de cultura pop, hip hop, disco e do subúrbio de Nova Iorque na década de 70. A Netflix, em mais uma de suas superproduções, vai até Bronx, em Nova Iorque, e traz as origens de um dos gêneros mais populares do fim do século passado: o rap, que coincide com a perda do glamour das discotecas.

Criada e dirigida pelo renomado Baz Luhrmann (Moulin Rouge, Romeu + Julieta e O Grande Gatsby), a série teve um custo total de US$ 120 milhões, tornando-se a mais cara produzida pela Netflix.

Mas se tudo isso não foi suficiente para você dar uma chance, confere aí nove bons motivos pra ficar ligado nessa história.

1. História da música

Se assim como nós, você ama música, você vai querer morar dentro de The Get Down para sempre. A série traz todo sucesso da disco music, a metamorfose que a música gospel sofre a partir da influência pop, a popularização do punk rock e nada mais, nada menos que o surgimento do hip hop.

Foto: Netflix

Foto: Netflix

2. Figurino

Sabe aquelas roupas maravilhosas da época disco? Elas aparecem bastante, mas com uma versão mais moderna. Mesmo assim, não deixa de ser uma viagem no tempo. Dá uma olhada no trailer. Assinado por Jeriana San Juan, o figurino, um dos pontos altos da série, resgata roupas originais dos anos 1970 em releituras do que era usado não só na pista de dança com as peças da era disco, mas também no cotidiano dos moradores do Bronx.

3. Política e movimento sociais

Música, política e movimentos sociais estão intimamente conectados em The Get Down. Com direito ao uso de arquivos de vídeos, aproxima ainda mais ficção e a realidade. Mostrando um cenário de periferia caótico no sul de Bronx nos anos 70, entre rimas de hip-hop e grafite, a série traz um candidato branco e elitista à prefeitura, que associa a arte do gueto à criminalidade e se torna aliado de um líder local para ganhar votos em troca da promessa de reconstruir o bairro durante o seu período mais decadente.

Foto: Netflix

Foto: Netflix

4. Grafite e cultura underground

Mostra uma revolução que vem das ruas e a criatividade dos moradores do subúrbio. Podemos assistir a ascensão de movimentos como o break, o rap e os DJs. Além da música, também é forte a presença do grafite e de outras referências culturais da época, como os filmes de artes marciais (que inspiram toda uma simbologia junto aos DJs) e as HQs de super-heróis.

Foto: Netflix

5. Trilha Sonora

Como a série trata de música, podemos esperar muitos hits pra embalar essa história. Tem Christina Aguilera, ZAYN, Janelle Monáe, Jaden Smith e muito mais. A série conta também com um time de peso em posições chave como os músicos Nas, Grandmaster Flash, DJ Kool Herc, Kurtis Blow e Afrika Bambaataa.

6. Muita poesia

Isso mesmo, além de todos os fatores culturais, a série traz uma explosão de poesias do cotidiano de subúrbio onde se passa. A história é contada pelo ponto de vista de Ezekiel, um jovem inteligente e com o dom da palavra que descobre que pode usar isso para fazer música, narrando suas histórias em forma de rap em duelos de DJ.

7. Elenco

A Netflix apostou em um time não tão conhecido pelo público e acertou em cheio. Temos a oportunidade de conhecer novas revelações da TV que, com toda certeza, vão bombar em breve. Os mais famosos são Giancarlo Esposito, de Breaking Bad e Jaden Smith. Os protagonistas são Ezekiel “Books” Figueiró (Justice Smith) e Mylene Cruz (Herizen Guardiola). Conta, ainda, com nomes como Shameik Moore, Yahya Abdul-Mateen, Skylan Brooks, Tremaine Brown Jr, entre outros.

Foto: Netflix

8. Espetáculo audiovisual

Justificando o alto investimento da série, The Get Down explora o universo da arte. A trilha sonora é quase sempre dançante e, muitas vezes, combina duas canções e cenas distintas que funcionam perfeitamente bem. Cores quentes e vibrantes em uma paleta retrô que envolvem os personagens em cenários destruídos e violentos. Para onde você olha tem cartazes, cores, fumaças, vidros, globos, grafites e muito mais.

9. Sem preconceitos

Além de retratar a diversidade artística da época, a série também aborda a diversidade étnica e sexual, sem rodeios. A maior parte dos personagens são negros ou pardos e seus cabelos se expressam em magníficos black powers. Além disso, há, no elenco principal, pelo menos um personagem homossexual e, num episódio, parte da ação se passa em uma balada gay, onde acontece um concurso de Vogue (um estilo de dança inspirada em poses glamourosas popularizada anos antes da famosa interpretação de Madonna).

Tiago Pace

26 anos, publicitário, TI e cervejeiro. Uma das mentes ativas por trás de toda essa ideia.
Exatas de coração. Humanas pela razão. E quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?
E já sabe, se organizar direitinho…

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