O que é isso, Gaga?

Após três anos desde o último álbum pop, Lady GaGa, finalmente, lançou seu novo trabalho, Joanne, uma homenagem a sua tia que faleceu aos 19 anos após uma batalha contra o Lúpus.

Francamente, o álbum é tudo, menos os que os fãs esperavam. Música pop? O que é isso? Parece que nossa amada Lady GaGa esqueceu seu álbum techno-pop/dance em um churrasco e sem querer mandou para a gravadora um álbum com demos de músicas mornas que parecem intermináveis. Talvez nem a Taylor Swift de 2007 lançaria tais músicas.

Em alguns momentos, temos a sensação de que Lady GaGa lançou sua Faroeste Caboclo. Cadê as produções do RedOne, minha filha?

Quando se trata de conceitos, não os critico, pois cada artista deve encontrar seu caminho, sua verdadeira identidade e desenvolver um bom trabalho a partir disso. Porém, é seu dever manter o interesse do público no seu trabalho, principalmente quando se trata de Lady Gaga, sempre conhecida pelos seus excessos e excentricidade.

Que músico não quer fazer com que as pessoas corram para as lojas ou plataformas digitais para comprar e consumir seu material como se não houvesse o amanhã? Não é esse o caso de Joanne que, apesar de composições maravilhosas, logo na primeira ouvida, já queremos que a faixa termine logo para que possamos ouvir o que vem a seguir. Isso na esperança de que a próxima faixa seja melhor, mas não é.

No quesito sonoridade, GaGa apostou em uma vibe oitentista, onde o country é adotado em praticamente mais da metade do trabalho. Em apenas uma ou duas faixas está a pegada rock-folk, o que me faz questionar o lançamento de Perfect Illusion como o carro-chefe (eu não acredito na justificativa da faixa ser a mais radiofriendly) que, além de não casar com o restante do album, é, de longe, uma das piores, senão a pior.

Para finalizar, gostaria de dedicar uma menção honrosa para A-Yo e Dancing in Circles, as duas únicas faixas que consegui ouvir até o final mais de três vezes.

 

Para quem quiser ouvir, o álbum já está disponível no Spotify.

 

Rafael Kumagai Ramazzini
É aquele ditado né? It is Beyonce’s world and we are just living in it.

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Rafael Kumagai Ramazzini
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