O que o povo da moda espera dessa edição do SPFW?

No domingo, 23, começa a 42ª edição do São Paulo Fashion Week. Motivos para as expectativas estarem nas nuvens, não faltam, já que agora o evento volta os olhares para novos desafios e novas maneiras de fazer não apenas moda, mas também negócio.  A começar pela sigla SPFW, que ganhou o prefixo TRANS. Este, traduz a ideia de ir além, de transformação, transgressão, transição.

Além de todo o misticismo, há certa revolução: o SPFW é a primeira semana de moda do mundo a adotar o conceito see now, buy now (veja agora, compre agora, em tradução livre), que começou há pouco a revolucionar o varejo mundial e sofre represália por algumas grandes marcas gringas.

Além disso, a roupagem será renovada e ganhará ares pop, graças à cenografia do artista e designer Kleber Matheus, conhecido por seus trabalhos com neons. A luz, claro, conduz o momento de mudanças da moda brasileira.

E, por último, mas mais esperado, é uma edição de grandes estreias. Teremos a LAB, dos irmãos e artistas Emicida e Evandro Fiotti, com direção criativa do estilista João Pimenta. Teremos a participação da Memo, em parceria com a Lolitta. Estreia da Just Kids (que faz referência ao livro de Patt Smith, homenageia o fotógrafo Robert Mapplethorpe e leva o mesmo nome da marca), nova label de Juliana Jabour e Karen Fuchs. O grupo Noda muda de nome para Experimento Noda e assume uma colaboração que reúne as marcas Pat Bo, Apartamento 03 e Lucas Magalhães…

Ufa! É tanta coisa que dá para fazer confusão, certo? Nesse cenário mezzo revolucionário, mezzo transitório e (porque não?) caótico – uma vez que toda mudança nasce do caos – perguntei para os editores de moda mais descolex da cena fashion paulistana quais são suas expectativas. Abaixo, as suas respostas:

 

Chantal Sordi – editora de moda da ELLE (@ellebrasil)

“Eu espero um role pela cidade. Porque como não estamos na Bienal, mas sim, em uma tenda no Parque do Ibirapuera, muitas marcas resolveram fazer desfiles externos. Então vai ser um tour por São Paulo real oficial. Mas, quem sabe os estilistas não usam isso para se inspirarem um pouco? Mas basicamente é essa minha expectativa: ficar de um lado para o outro parecendo uma maluquete”.

 

Jorge Wakabara – editor do site da Lilian Pacce

“Espero muito Wi-Fi, porque com esses intervalos enormes entre um desfile e outro, vai ser difícil me ocupar”.

 

Julia Tibério – editora do site da L’Ófficiel (@lofficielbrasil)

“Acho que vai ser interessante ver as marcas inovando no tipo de apresentação, já que, com a mudança no calendário, grande parte do desfile já mostrou essas coleções no início do ano. Deve rolar uma coisa mais alto verão. Também tenho certeza que a fila do Magnum vai continuar gigante”.

 

Isabela Serafim – repórter do portal Moda e Beleza, d’O Estado de S.Paulo (@modaebelezaestadao)

“Espero de verdade que o trânsito não atrapalhe nosso fluxo, porque muita coisa é externa. Mas, de qualquer forma, é sempre muito divertido. Também penso que as estreias serão muito legais. Estou muito ansiosa para ver o desfile da LAB, do Emicida. Quero ser surpreendida”.

 

Marcela Belleza – editora de moda da Estilo (@revistaestilo)

“Espero que os desfiles não atrasem tanto e que, por favor, não chova nenhum dia. Ah, e um pouco de diversão, claro (risos).”

Brincadeiras à parte, que seja uma semana maravilhosa de trabalho e inspiração para todos nós – que trabalhamos, ficamos de plateia ou acompanhamos de casa.

Olívia Andrade Nicoletti
Olívia tem 26 anos, é repórter de moda, artista, desastrada, bebe muito gim e coca-cola e escreve sobre amor quando tem tempo.

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