Quero ser (um ótimo) escritor

Quem nunca se apaixonou por uma história? E que tal se apaixonar pela sua própria história?

Escrever pode sim ser um dom, mas assim como muitos outros dons, essa prática em especial necessita de uma preparação para se chegar a perfeição. E muito treino. Não adianta fazer um curso de piano se você não pratica em casa, Jane Austen citou uma vez sobre a importância de se praticar.

Por que o título logo de cara te oferece o ótimo, e não apenas o bom? Pelo simples fato de que ser bom não é o bastante. Claro, para escrever uma ótima história não é preciso comprar uma pílula na farmácia e boom sou escritor(a).

Aliás, escrever uma obra tem que se pensar bastante. Harry Potter não foi criado em cinco minutos, ele foi bem pensado durante as esperas de Rowling pelo trem na estação na Inglaterra. E ela pegou muitos trens até colocar a ideia no papel.

Escrevo desde os meus 14 anos, quando me aventurei em fanfiction (termo em inglês que significa ficção escrita por fã), no caso me inspiro em Orgulho & Preconceito, de Jane Austen, mas também tenho minhas produções independentes e originais.

As fics existem não apenas para obras literárias, mas até artistas importantes entram nessa. Quem não se lembra de uma fic da Selena Gomez e Faustão? Tenho traumas até hoje, mas é muito bem escrita.

Desde setembro de 2015 participo do site Wattpad, uma das plataformas que é porta de entrada para novos escritores, e temos sim muitas obras boas, que inclusive chamam a atenção de algumas editoras (mas, vale ressaltar que é importante ficar esperto com algumas propostas). Além disso, muitos autores dessa plataforma embarcam na Amazon com os e-books, tornando-se escritores independentes.

Só que eu também vejo algumas histórias que, vamos combinar, são “imitações” mal feitas de 50 Tons de Cinza.  O português pode ser bonitinho (o famoso feio arrumado), mas a criatividade é totalmente tomada por clichês. (Lembram do meu post sobre novelas mexicanas? Não é menosprezando, mas criar é lindo, e treinar a criatividade é mais ainda, sem contar que está disponível para todos).

Reuni algumas dicas que tenho desde que comecei e algumas que coletei pela internet (coloco os links diretos no final da postagem).

1. Língua portuguesa

Errar é humano. Mas ter Word e deixar salvo regras básicas da ortografia no navegador é uma boa para evitar erros grotescos. Então, no básico estude muito para não cometer erros absurdos enquanto escreve.

2. Não se menospreze

Putz, mas eu escrevo fanfictions do Harry Styles!

Calma, amiga. Fanfictions também podem ser muito boas sim! Aliás, uma boa porta de entrada nas leituras pela internet é por meio de fics de pessoas famosas ou personagens em alta na nossa cultura pop.

Por isso, confie em você. Ser um escritor com autoestima alta (isso é meio redundante, mas acredito estar certo), pode fazer com que você confie mais.

3. Fuja do clichê

O clichê sempre existirá. Desde a comédia romântica ao terror, mas podemos reinventar ou parafrasear.

O que é parafrasear? É você recontar aos seus modos. Você pode muito bem gostar de uma história de CEO, sexy e frio, que se apaixona por uma novinha boba e inocente. Mas por que não pensar diferente? A criação de histórias proporciona muitos leques de recontar esse clichê. A mulher pode ser CEO, fria e sexy, por exemplo. Como também você pode trazer algum ar cômico a esse clichê, com uma personagem frio, sexy e virgem, por exemplo.

Em suma: procure sempre pensar fora da caixinha.

4. Seja leitor

Não é apenas sexo, é amor! São duas pessoas se conectando

Assistindo Orange is the new black, vi Suzanne (Crazy Eyes para os mais chegados) se tornar um fenômeno na escrita erótica. E então, em um dos episódios ela fala que escreveu bem as cenas de sexo porque leu bastante. Na realidade, ela é uma das personagens da série com amplo conhecimento em literatura. Observem.

E ler é a carta coringa para se tornar um ótimo escritor, por isso não devemos ser preguiçosos, e sim lermos de tudo.

Séries também são boas, pois elas ajudam na nossa criatividade também. A leitura é um ponto positivo para nos ajudar a descrever lugares, pessoas e emoções.

  1. Pratique

Sim, a primeira história fanfic que escrevi queria jogar no lixo (e joguei!), assim como minha primeira história original. Aliás, mais um ditado para levar consigo: a prática leva a perfeição (PS.: não sou perfeita não, gente! Ainda estou nessa longa caminhada de ser escritora).

Quanto mais você explora a sua criatividade e adquire conhecimento, seu texto terá mais coesão. Sem contar que trará mais senso de realidade ao fazer um personagem e de contar a sua história.

6. Pesquise

O mais importante de todos é pesquisar. A pesquisa anda ao lado da prática, da leitura e da criatividade.

Se vai falar e descrever sobre a cidade que mora, pesquise. Quer saber como é uma cena de sexo? Pesquise. Seu personagem tem uma profissão que você pouco conhece? Pesquise. Sua história se passa no exterior? Pesquise.

E vale pesquisar tudo, pois o leitor cobra uma história que passe veracidade na ideia em que defende (até o gênero da fantasia).

7. Aula de escrita criativa

É uma ótima forma de você aprimorar os conhecimentos que tem com a escrita. Além disso, há a comodidade de fazer online ou participar de oficinas.

As aulas de escrita criativa irão te ajudar com exercícios que ajudarão a desenvolver técnicas de escritas, como narração e montagem de personagens. O período do curso varia com a metodologia em que se adota cada professor. Encontrei dois sites que podem ajudar você: Escrita criativa  e Escrita criativa literária. E mais dicas específicas sobre escrita criativa e seus benefícios.

Não é obrigatório, mas é uma ferramenta para dar um “up” ou rumo, se você sentir necessário.

 

Ariane Godoi

Jornalista, contadora e criadora de histórias. Apaixonada por literatura, The Beatles, karaokê, lasanha e pavê. Curte aquela tarde preguiçosa assistindo séries na Netflix, tocando em um violão desafinado ou observando seus amigos como inspirações para possíveis personagens (por isso que ela só escreve comédias).

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Jornalista, contadora e criadora de histórias. Apaixonada por literatura, The Beatles, karaokê, lasanha e pavê. Curte aquela tarde preguiçosa assistindo séries na Netflix, tocando em um violão desafinado ou observando seus amigos como inspirações para possíveis personagens (por isso que ela só escreve comédias).

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