Realidade Virtual: o que é, onde vive e o que come?

Realidade virtual diretamente das ficções científicas para as nossas humildes vidas. Mas o que seria essa tecnologia? Seria uma dádiva dos ninjas? Um conhecimento alienígena revelado a nós, seres humanos?

Por mais excitante que um “sim” possa parecer para essas perguntas, infelizmente ou felizmente, a resposta é “não”.

Realidade virtual é algo que já tentamos lapidar e aprimorar há um bom tempo. E tudo começou em meados da década de 50 com o cineasta Morton Heilig, que queria aplicá-la no cinema estimulando todos os sentidos de seu público levando-os, assim, para dentro das histórias de maneira eficaz. Assim, em 1960, ele construiu um console de usuário simples, chamado Sensorama, que incluía um display estereoscópico, ventiladores, aromas, alto-falantes estéreos e uma cadeira móvel.

Porém, só quase três décadas mais tarde é que passamos a conhecer essa vertente pelo termo realidade virtual (RV), quando Jaron Lanier funda a empresa VPL (Visual Programming Lab) e batiza essa promissora tecnologia. Através de sua empresa, Lanier desenvolveu vários periféricos para a imersão virtual sendo, inclusive, o primeiro a comercializar um óculos de realidade virtual, o EyePhone.

Pois bem, agora que já sabemos que RV não veio de extraterrestres e nem de ninjas, o que é necessário para se ter uma realidade virtual? E o que significa?

RV (realidade virtual) é todo ambiente gerado em três dimensões por computadores que pode ser explorado e interagido por uma pessoa, tornando-a parte do ambiente de forma imersiva.

Para alcançar esse ambiente virtual é necessário um dispositivo capaz de processar o ambiente na mesma amplitude e sincronia de nossos olhos. Além disso, o dispositivo precisa também emular o som produzido durante a experiência. Por exemplo: se estivermos explorando uma floresta e escutamos algo se movendo atrás de nós, esse som tem que reagir aos nossos ouvidos como se realmente viesse de trás. O dispositivo, que geralmente é um óculos de realidade virtual, precisa estar ligado a uma fonte que vai gerar as informações e processá-las para que o óculos consiga entregá-las aos nossos olhos e ouvidos. Essa fonte pode ser um console ou PC (Personal Computer).

Com a evolução exponencial dos computadores e componentes eletrônicos, hoje, finalmente, conseguimos atingir essa imersão de forma convincente. Empresas como Oculus, HTC, Google, Sony e Samsung já são capazes de oferecer soluções ao alcance do grande público. Ainda que sejam tecnologias caras, elas podem ser adquiridas se você estiver disposto a pagar.

É óbvio que com o passar dos anos, essa tecnologia vai se tornar cada vez mais acessível e aprimorada, assim como foi com a TV, com o PC, o smartphone, etc.

De acordo com o que observo isso vai acontecer de forma assustadoramente rápida. O primeiro óculos de realidade virtual dessa nova geração – apresentado ao público e lançado comercialmente – foi o Oculus Rift (Maio/2015). Acredito que, na velocidade que as coisas acontecem, provavelmente em meados de 2020 já teremos esses dispositivos de realidade virtual englobados ao nosso dia a dia no mesmo nível de interação que hoje temos com os smartphones.

Empolgados também? Deixe nos comentários o que esperam do futuro dos equipamentos de realidade virtual.

 

CURIOSIDADES:

Herick Zerunian

Publicitário, nas horas vagas caçador de monstros, assassino de templários, matador de dragões, sobrevivente de apocalipse nuclear. Deus = vida = Bacon.

Comments

comments

About the Author

Herick Zerunian
Herick Zerunian

Publicitário, nas horas vagas caçador de monstros, assassino de templários, matador de dragões, sobrevivente de apocalipse nuclear. Deus = vida = Bacon.

Be the first to comment on "Realidade Virtual: o que é, onde vive e o que come?"

Leave a comment

Your email address will not be published.