Rogue One: um pedido de desculpas aos fãs da trilogia original

Sentenciado por muitos como o melhor filme da franquia, Rogue One não se contenta em ser apenas o primeiro spin-off da saga. Ambicioso do começo ao fim, o longa é a conexão que faltava entre as trilogias, aquecendo o coração de todo o fandom e fazendo um perfeito elo entre o início da saga e os filmes mais recentes. Novos cenários e explicações que já eram solicitadas desde o início da saga são entregues ao público com muito cuidado, quase que como um pedido de desculpas aos fãs que não ficaram contentes com a trilogia.

Os Easter Eggs são responsáveis por grande satisfação do público quanto ao resultado final da produção. Ambientado entre os episódios III e IV, Rogue One traz, em alguns pontos, personagens das outras trilogias. O novo filme da franquia vem para contar a história da missão que conseguiu roubar os planos da Estrela da Morte, o que preenche uma lacuna de questionamentos que até quem não faz parte do time dos fanáticos possuía. Além de tudo, a nova produção não é um episódio isolado e consegue deixar isso bem claro em suas cenas finais.

Além de nos devolver o aclamado Darth Vader em um pedestal no auge de sua ascensão, Rogue One teve uma força a mais com o seu elenco fenomenal. Não só nos apresenta um novo vilão e um anti-herói igualmente bem construídos, como traz ao público novos heróis para defendermos e alguns rostos conhecidos que, sem dúvidas, foram as surpresas mais agradáveis do filme. A nova história é basicamente sobre guerra e revolução, tal como as demais, e mesmo assim consegue atingir um espaço diferente de todos os outros sete filmes já lançados, trazendo um Star Wars com cunho social e político, além de fugir do recorrente protagonismo da Família Skywalker.

Assim como os outros filmes da saga, este possui um ritmo único. Nas duas vezes que eu já assisti o filme não parece ter mais de 20 minutos. A introdução é feita de maneira pontual e muito simples, não ocupando nenhum segundo a mais do que era necessário. A história é apresentada e evolui de maneira religiosa, quase que matemática, e vai se encaixando perfeitamente no espaço que lhe é cedido, cronometrada, entregando a trama exatamente da forma que o público esperava. Ainda assim consegue surpreender e arrancar suspiros de satisfação da plateia.

Mas, como nem tudo são flores, algumas coisas sempre precisam mudar. Como o novo filme na verdade é um spin-off, a equipe de produção trouxe para nós o primeiro filme da saga que não possui a clássica abertura com o letreiro introdutório. Outro ponto que também merece ser destacado são as pinceladas de humor que, neste caso, nem todas acabam acontecendo com a mesma naturalidade que os outros filmes sempre traziam. Além das atuações extraordinárias, a fotografia banhada em efeitos gráficos é uma celebração aos nossos olhos. Novos planetas e alguns já conhecidos trazem cenários simplesmente inacreditáveis. A sonoplastia não precisa nem ser comentada, né? O mesmo padrão sensacional de sempre se mantém e novas versões das músicas temas fazem a alegria dos nossos ouvidos.

Só em seu fim de semana de estreia, o novo longa arrecadou mais de 290 milhões de dólares e só não ultrapassou ainda o Episódio 7: Despertar da força, lançado no fim do ano passado. Confira o trailer:

 

Influenciadora analógica, 25 invernos.
Fingo que desenho, pensam que escrevo, mas no fim eu só bebo (enquanto assisto séries).
Basicamente um desenho animado tentando sobreviver no mundo real.

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Jôicy Franco

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