Seria Kanye West o novo Messias?

Segundo pesquisas avançadas e elaboradas (Wikipédia), temos a seguinte definição para a Teoria da Conspiração:

“Também chamada de teoria conspiratória ou conspiracionismo é uma hipótese explicativa ou especulativa que sugere que duas ou mais pessoas ou uma organização têm tramado para causar ou acobertar, por meio de planejamento secreto e de ação deliberada, uma situação ou evento tipicamente considerado ilegal ou prejudicial. Desde meados dos anos 1960, o termo se refere a explicações que mencionam conspirações sem fundamento, muitas vezes produzindo suposições que contrariam a compreensão predominante dos eventos históricos ou de simples fatos.”

Explicado isso, o mundo da música é recheado de teorias desse tipo. Há quem diga que Elvis Presley não morreu, e talvez essa seja a mais batida das teorias, mas também há algumas outras intrigantes, como, por exemplo, a de que o ex-Beatles Paul Mccartney tenha morrido em um acidente de carro e sido substituído por um sósia para que assim a carreira da banda – naquele momento, em ascensão – não precisasse ser interrompida.

Uma história bizarra envolvendo a cantora Avril Lavigne também circula na internet há algum tempo; há quem diga que a – eternamente jovem – cantora tenha se suicidado logo após o sucesso do seu disco de estreia e para que os lucros da produtora/gravadora não fossem interrompidos, trataram de achar uma sósia imediatamente para dar continuidade aos trabalhados da jovem – supostamente – falecida. Que loucura, não?

Mas o mundo da música vive atualmente uma nova onda conspiratória: a história se resume em um disco do lendário David Bowie, o The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, de 1972.

Segundo a teoria, o disco teria previsto o surgimento do rapper Kanye West, e que ele seria o salvador da porra toda, a quem isso nos faz lembrar? Pois é.

A teoria começa desde a sua capa em que aparece um letreiro escrito K. West. A primeira faixa do álbum é a música 5 Years. O disco, como já dito, data 1972 e Kanye West nasceu em 1977, ou seja, cinco anos depois. Tá, mas e daí? A letra fala sobre um possível fim do mundo, ao menos que um Starman descesse à Terra para salvar o planeta cinco anos depois.

 

Em 1974, em uma entrevista concedida à revista Rolling Stone, David Bowie, sob o alter-ego de Ziggy, deu uma estranha afirmação sobre como seria o dia de sua morte:

“Assim que Ziggy morrer no palco, o infinito pega os elementos dele e os torna visíveis”

O curioso é que décadas depois, em janeiro de 2016, o rapper Kanye West foi uma das primeiras celebridades a se pronunciar sobre a morte do astro.

“David Bowie foi uma das minhas mais importantes inspirações, tão destemido, tão criativo, ele nos deu mágica para toda uma vida.” Disse West na ocasião.

Mas como esse povo adora ligar os pontos em suas viagens de ácido, digo, em suas teorias conspiratórias, como diria a minha avó, tem mais feijão nesse angu. O último disco do camaleão do rock, intitulado de BlackStar, confirmaria o rapper como seu sucessor. Inclusive a terceira faixa, que possui título homônimo ao disco, possui algumas frases um tanto quanto estranhas.

“Something happened on the day he died”, diz a letra. “Spirit rose a meter and stepped aside/ Somebody else took his place, and bravely cried/ ‘I’m a blackstar, I’m a blackstar!’.”

 

Porra, mas e daí, cara?

Acontece que no ano de 2013, o nada pretensioso rapper lançou o polêmico disco chamado Yeezus (Jesus) e a terceira faixa desse álbum se chama I am a God. Para piorar, isso fez uma galera lembrar de uma capa da revista Rolling Stone anos antes em que ele aparecia usando uma coroa de espinhos. Pois é.

Louco? Demais, não é mesmo?

Danilo Ruffus

Jornalista, fadigado e resmungão. Sofre da síndrome do underground, acredita no apocalipse zumbi e ainda brinca de ter banda de rock.

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