SUPORT, LISTEN, TAKE ACTION

Este vídeo vai introduzir de forma simples o assunto de hoje:

Sim. Os 50 mil casos de estupro por ano no Brasil são culpa minha, sua, nossa!

Estima-se que 86% das mulheres brasileiras já foram assediadas. Esta porcentagem também é culpa minha, é culpa sua, é culpa nossa.

Você deve estar achando um absurdo levar a culpa por isso. Vou mostrar que o espanto não deveria ser tamanho:

Sabe aquele comercial que torna a mulher um produto? Aquele da cerveja? Sabe aquela cena da novela que você assiste intitulada como “romantismo sexual”, mas que na verdade força uma menina a aceitar e não gritar quando o tio mais velho entra no seu quarto a noite? Pois é.

Sabe aquele assobio que você “involuntariamente” solta quando passa uma gostosa do outro lado da calçada? Sabe aquele funk pornográfico que você canta para a sua amiga de “rolê” na balada?

Sabe aquela prima bonita que sempre fica sem graça com os “elogios” nas festas em família? Sabe aquele seu amigo que sempre faz uma “brincadeira” com a sua irmã quando você o leva pra jogar videogame em casa? Sabe aquela vez que você viu uma adolescente no meio da noite que vestia uma saia curta e um batom vermelho e você “só pensou” que ela já deveria estar em casa naquele horário? Sabe aquela máxima que você solta dizendo: “essa é pra pegar, já essa é pra casar?”

Na hora, pode parecer tudo uma grande e divertida brincadeira, mas saiba: você está participando ativamente de uma sociedade que cultua o estupro. Tudo pode começar por um ato: assediar.

No Brasil o assédio está assim definido na lei número 10224, de 15 de maio de 2001: “Constranger alguém com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.”

Os culpados estão por toda parte e, geralmente, são pessoas próximas a vítima: um padrasto, um tio, o chefe da empresa, o motorista da condução que ela utiliza todos os dias ou o dono da lanchonete.

A minha parcela de culpa, a sua parcela de culpa, a nossa parcela de culpa também se faz presente quando percebemos que há algo errado e nos calamos. Denunciar não significa invadir a privacidade da vítima, muito pelo contrário. Esta pessoa pode estar sendo ameaçada de alguma forma, pode estar com medo, pode estar calada por temer a morte.

Assista mais um vídeo que vai fazer você acreditar em minhas palavras

A receita é simples:

  • Dê suporte
  • Ouça a vítima
  • Tome uma atitude

Não faça parte da cultura do estupro que banaliza, legitima e justifica a violência contra a mulher. E na moral? Sem essa de que tem mulher que pede, que se oferece ou que merece. Um shorts curto não é um convite, um batom vermelho não é um convite, uma dança sensual não é um convite!

 

Denuncie:

Por meio do 100, o usuário pode denunciar violência contra crianças e adolescentes, colher informações acerca do paradeiro de crianças e adolescentes desaparecidos, tráfico de pessoas – independente da idade da vítima – e obter informações sobre os Conselhos Tutelares.

Corpo de Bombeiros – 193

Polícia Militar – 190

Polícia Rodoviária Federal – 191

Polícia Rodoviária Estadual – 198

Defesa Civil – 199

SAMU – 192

Central de Atendimento à Mulher no Brasil – 180

 

XoXo, Gerlach.

 

VItória Gerlach

Publicitária, 23 anos e dançarina do É o Tchan nas horas vagas.
Lugares, livros e cervejas não necessariamente nesta ordem.

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