Taylor Swift e o discurso de ódio que tanto lutamos para destruir

 

Aconteceu, meus jovens. A ex princesinha da country music, vulgo Taylor Swift, lançou single novo com direito a clipe e a internet desabou. Look What You Made Me Do é o nome do bafão da vez e você vai entender direitinho porque começamos este texto falando em discurso de ódio.

O single faz parte do novo álbum da Taylor, intitulado Reputation.

Como sabemos, Taylor não é das mais queridas entre as cantoras do pop e até mesmo por muitos fãs, pessoas que reconhecem o talento da moça mas sabem muito bem o quanto ela já foi oportunista. Em seu último embate na mídia, Katy Perry foi o alvo e, mesmo que california girl (quem lembra?) tenha tentado se purificar para o lançamento de seu mais recente álbum, Witness, Taylor não quis saber de trégua. Ao lançar o clipe de Look What You Made Me Do, Taylor demonstra o quanto deseja vingança e vai atrás de todos os que, segundo a própria, enterraram sua reputação.

Não que ela tenha dito que fez tudo isso, mas alguns fãs tem levantado teorias cabulosas a respeito. Até o momento não tivemos nenhuma confirmação de que todos esses ataques – nada gratuitos, convenhamos – sejam verídicos e intencionais. Mas conhecendo dona Swift… Algumas citações da música claramente fazem referência às tretas vividas com Katy Perry, Kanye West e até mesmo Kim Kardashian.

Ficou bem claro que a intenção de Taylor no clipe é reviver todas as fases e acontecimentos de sua vida/carreira, até mesmo quando foi interrompida por Kanye West no VMA. O vídeo começa num cemitério, com a cantora rastejando para fora da cova de sua reputação, enquanto usa o vestido de Out of the Woods. Vários outros looks usados em clipes antigos aparecem no vídeo, como os de You Belong With Me, Shake It Off e Red. Claramente sua intenção é contra atacar seus haters.

Um questionamento que vimos por aí e fazemos questão de continuar levantando é: até que ponto esse embate sob os olhos do mundo todo é saudável? Isso tudo ultrapassa as barreiras do empoderamento (já que Taylor também passa a mensagem de que as pessoas devem fazer o que tiverem de fazer para derrotar seus inimigos)? Ou será que todo esse rolo é apenas algo nocivo para a própria cantora e para quem ouve suas músicas?

Vivemos dia a dia implorando para que as pessoas respeitem os limites do próximo e que, mais do que isso, saibam não atacar o coleguinha pelo que ele é ou deixa de ser. A música pop tem demonstrado que não existem apenas santinhos na história (ainda que isso não seja uma novidade); mas justo nesse momento em que estamos arduamente trabalhando contra o discurso de ódio, alguns grandes artistas insistem em seguir por esse caminho. Reproduzir palavras de ódio e vingança não fazem tão bem quanto eles pensam. A audiência pode crescer, mas e o ódio propagado? Para onde ele vai?

Para pensar, né?

Even Vendramini
Jornalista, de Barretos – SP, morando na Bahia. De humanas, especialista em dramas e escritora nas horas vagas. Se deixar eu dou nó até em pingo d’água. Ah, e Molejo é melhor que Beatles!

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