The Good Place – As definições de bem e mal foram atualizadas

A linha tênue entre o bem e o mal sempre fez parte da evolução humana. Milhares de anos e toneladas de conteúdos filosóficos nos trazem as mais variáveis definições de o que nos torna pessoas essencialmente boas ou ruins. Outro ponto que também sempre faz parte da humanidade é o conceito de céu e inferno além das visões religiosas. A vida após a morte, consequências, recompensas, dúvidas que nunca serão respondidas. E sob essas questões, nasceu The Good Place, uma comédia que vem fazendo a cabeça de seu público desde que chegou ao catálogo Netflix, em 21 de setembro.

Lançada na fall season de 2016, a novidade só veio ganhar o destaque que merece neste ano depois que a nossa querida plataforma de streaming, mais uma vez, chegou montada em seu cavalo branco e adquiriu mais de 50% dos direitos de distribuição do show, o que lhe rendeu o título de Original, ainda que seja “adotiva”. O criador, Michael Schur, que também assina Brooklyn nine-nine e Parks and Recreation, emplaca mais um sucesso que consegue harmonizar uma premissa muito simples e um texto extremamente forte de maneira genial.

Kristen Bell chega às telas dando vida à Eleanor Shellstrop, uma jovem que é recebida no Lugar Bom após a sua morte, mas, o que poucos sabem, é que ela é um erro no sistema pós-morte e deveria ter sido recebida no Lugar Ruim, devido à uma vida extremamente egoísta e mesquinha que, com certeza, não lhe renderiam tamanha recompensa. Sem apresentar nomenclaturas diretamente ligadas a qualquer religião, o público também conhece Michel – aqui batizado de Arquiteto – que é responsável pelo Lugar Bom e, com o auxílio de sistemas tecnológicos de extrema precisão, oferece uma vida perfeita para cada nova pessoa recebida: o sistema identifica as almas gêmeas de cada um e os designa para casas projetadas perfeitamente e proporcionam a felicidade eterna.

A surpresa da série fica por conta o desenvolvimento da trama, com uma evolução extremamente nítida que surpreende o público e prende a curiosidade sem grandes esforços. O elenco também merece destaque, não só a Kristen Bell, que entrega sua melhor atuação desde Gossip Girl, mas também a Ted Danson, Jameela Jamil, William Jackson Harper, Manny Jacinto e D’Arcy Carden, que apresentam uma sinestesia e harmonia em suas atuações que, sem dúvidas, se torna uma das partes mais importantes do excelente resultado desse show.

O seriado está em exibição com a sua 2ª temporada pelo seu canal de origem NBC com episódios inéditos toda quinta-feira – chegando ao catálogo mundial através do serviço de streaming às sextas, onde também temos disponível a primeira temporada completa com 13 episódios de 22 minutos.

Confira o trailer:

 

 

Jôicy Franco

Social Media, 24 invernos.
Basicamente um desenho animado tentando sobreviver no mundo real.

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Basicamente um desenho animado tentando sobreviver no mundo real.