UFC 214: I’m Back and She is the legend!

O último sábado (29), ficou marcado pelo UFC 214 que ocorreu na Califórnia. Para muitos, este foi o grande evento do ano de 2017 – e tenho que concordar, pois contou com três disputas de cinturões, além de grandes nomes em seu card. Outro fator que faz desse o maior evento de 2017, é o fato de que as lesões não tiraram ninguém de importante como em outros grandes cards.

O evento contou com quatro brasileiros: em um duelo de invictos, Renato Moicano acabou derrotado pelo americano Brian Ortega, aos 2m59s do 3° round, sendo pego em uma guilhotina.

Renão Barão, ex-campeão do peso-galo, foi derrotado por Aljamain Sterling por decisão unânime. Barão sempre foi um cara dominante e explosivo, mas parece que após sua derrota para TJ Dillashaw perdeu tudo isso e não consegue mais mostrar todo seu potencial nas lutas – esta foi a terceira derrota nas últimas quatro lutas. Renan, é hora de colocar a cabeça no lugar e voltar com tudo.

Demian Maia finalmente recebeu sua nova chance de disputa de cinturão, a primeira pelos meio-médios, e mediu forças contra o campeão Tyron Woodley. Maia teve apenas cinco semanas de preparação para a luta. O brasileiro tentou 24 quedas em 25 minutos de luta, porém não obteve sucesso em nenhuma contra um wrestling de elite como o americano que, por sinal, fez uma luta feia, demonstrando que estava mais preocupado em ir para o solo e experimentar o jiu-jitsu do brasileiro que do que atacar seu oponente. No final, Woodley levou o combate por decisão unânime e uma chuva de vaias por andar para trás a luta toda.

A última brasileira a ser comentada aqui se consolidou ainda mais com uma lenda do esporte. A curitibana Cris Cyborg conquistou o cinturão do penas do UFC batendo a americana Tonya Evinger, que surpreendeu e não vendeu barato a vitória para Cyborg. Porém, aos 1m56s do terceiro round, a agressividade, a força e a superioridade técnica da brasileira prevaleceram e fizeram com que ela conquistasse o cinturão da organização de MMA mais importante do mundo. Cyborg se consolida ainda mais como a principal lutadora da história e tem tudo para se tornar a maior do UFC. Espero que agora o Brasil dê valor nessa atleta que simplesmente está há 18 anos invicta e leva o nome do país pelo mundo com muto orgulho.

A luta principal da noite foi entre Daniel Comier e Jon Jones (que retornou aos octógonos após ter perdido seu cinturão por problemas judiciais e depois de ser pego no doping às vésperas de sua luta contra o mesmo Comier no ano passado). E posso dizer que Jon Jones mostrou porque é considerado hoje o maior lutador do UFC – junto com Anderson Silva é também um dos maiores da história quando está com a cabeça no lugar.

Jones começou a luta de maneira habitual, partindo para cima de Comier sempre com chutes altos e golpes, mantendo a distância e evitando a maior arma do DC que é o wrestling. No segundo round, ambos voltaram decididos a resolver a luta e partiram para cima. DC conseguiu derrubar Jones, mas não conseguiu estabilizar a posição e a luta voltou a ser disputada em pé. A cada soco que era desferido, uma provocação partia de um dos lados.

No terceiro round, Jones mostrou que o tempo parado podia lhe custar tudo e, devido à falta de ritmo, começou a sentir o cansaço bater; enquanto isso, Comier caminhava cada vez mais para cima. Porém, a técnica apurada de Jones e sua versatilidade fizeram a diferença: com 3m01s de disputa, Jones acertou um lindo chute alto na cabeça de Comier, que na hora acusou o golpe e ficou grogue. O ex-campeão foi ainda muito guerreiro e tentou se recuperar, mas, assim como um tubarão que quando sente o cheiro de sangue corre para cima da vítima, Jones foi à caça e conseguiu, após uma joelhada na altura do tórax, levar a luta para o chão, onde aplicou o ground and pound, fazendo o árbitro encerrar o combate e o decretar novamente o campeão dos meios pesados da organização.

Após a luta, em sua entrevista ainda no octógono, Jon Jones desafiou o antigo campeão dos pesados, Brock Lesnar:

– Brock, se você quiser saber como é apanhar de um cara menor que você, encontre-me no octógono.

E obteve a resposta logo depois:

– Cuidado com o que deseja, jovem.

Limitou-se a dizer Lesnar.

Se essa luta vai ou não acontecer, só o tempo dirá, já que Brock tem ainda seis meses de suspensão a cumprir depois de ser pego no doping em sua última luta, mas que seria uma luta muito legal de se ver, isso seria.

 

Confira abaixo o resultado completo do card do UFC 214:

Card Principal
Jon Jones venceu Daniel Cormier por nocaute técnico aos 3m01s do R3
Tyron Woodley venceu Demian Maia por decisão unânime (50-44, 49-46 e 49-46)
Cris Cyborg venceu Tonya Evinger por nocaute técnico a 1m56s do R3
Robbie Lawler venceu Donald Cerrone por decisão unânime (triplo 29-28)
Volkan Oezdemir venceu Jimi Manuwa por nocaute aos 42s do R1

Card Preliminar
Ricardo Lamas venceu Jason Knight por nocaute técnico aos 4m34s do R1
Aljamain Sterling venceu Renan Barão por decisão unânime (29-27, 29-28 e 30-26)
Brian Ortega venceu Renato Moicano por finalização aos 2m59s do R3
Calvin Kattar venceu Andre Fili por decisão unânime (triplo 30-27)
Alexandra Albu venceu Kailin Curran por decisão unânime (triplo 29-28)
Jarred Brooks venceu Eric Shelton por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28)
Drew Dober venceu Josh Burkman por nocaute aos 3m04s do R1

Vitor Felipe
Vitor Felipe, também conhecido como Vitão. Publicitário formado, apaixonado e praticante de esportes, com uma quedinha extra pelos esporte de combate. Estarei com vocês todas as semanas para trazer as novidades sobre o mundo das lutas em especial o MMA.

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