Venha conferir tudo o que rolou no IPA DAY 2016

Bom pessoal, como eu prometi na semana passada, este post é dedicado ao evento mais amargo do Brasil, o IPA Day.

Minha relação com o IPA Day começou neste ano quando tive a oportunidade de participar do evento. Embora eu já soubesse da existência dele muitoooo antes, só em 2016 pude estar lá. Mas não foi só isso. Eu também pude vivenciar uma experiência inédita no evento.

Neste ano, a organização resolveu contar com os amantes de cerveja para a execução do IPA Day. Foi então que nasceu o Working Experience. Os interessados em trabalhar (voluntariamente) no IPA Day se inscreveram e, do montante, a organização selecionou alguns. E lá estava eu! Além de trabalhar nessa festa maravilhosa e ganhar brindesss, os voluntários tiveram um IPA Day só para eles! (Eu não disse “nós” porque tive que voltar para casa)

Queria deixar meu agradecimento aqui a todos que tive a oportunidade de conhecer nessa louca aventura.

Entrevistei o organizador do IPA Day e proprietário da Academia de Ideias Cervejeiras, Rafa Moschetta.

Quando, como e onde surgiu a ideia de fazer um festival de cerveja de um único estilo?

A data do International IPA Day surgiu nos Estados Unidos, em 2011. Criada pela Brewers Association (Associação de Cervejeiros Americanos), tinha como finalidade promover ações promocionais em bares, lojas e restaurantes por lá. Como se fosse um Dia dos Pais ou dos Namorados do mercado de cervejas. Eu tinha acabado de viajar para lá quando isso aconteceu e vi que tínhamos espaço para criar o IPA Day Brasil, um festival inteiro dedicado às IPAs. Isso aconteceu em 2012 e logo em 2013 os criadores da data nos EUA entraram em contato conosco para dizer que nosso festival já tinha se tornado o maior IPA Day do mundo.

Como foi a primeira edição? Quantas cervejarias participaram?

A primeira edição foi bem diferente do que vemos hoje em dia. Ela aconteceu dentro do antigo centro de distribuição da Colorado. Empurramos todas as caixas para um canto, montamos um palco no meio do galpão, instalamos as chopeiras em mesas de plástico e as pessoas mesmo se serviam de cerca de 15 IPAs diferentes. Foi um evento extremamente divertido, mas naquele ano a grande maioria do público ainda nem sabia qual o estilo que a festa estava promovendo…

E o hino? Como aquela música surgiu? 

Escrevemos o hino com o Marcel Rivoiro, da banda Micróbius Experience, que também tem um estúdio musical e é um artista de mão cheia. A letra foi escrita a quatro mãos por mim e pelo Marcel e depois marcamos um dia para eu, João e ele soltarmos a voz para gravar a versão que tocamos no evento.

O concurso nasceu junto com o evento ou foi colocado depois?

Desde a segunda edição, temos a votação popular para eleger a melhor cerveja, mas foi só neste ano que conseguimos tirar do papel o sonho de ter um concurso profissional, com júri formado por alguns dos melhores jurados cervejeiros do Brasil para avaliar qualquer cerveja que desejasse se inscrever, não apenas aquelas que estavam participando do evento. O objetivo é responder uma das perguntas mais feitas em rodas de entusiastas cervejeiros: “Qual a melhor IPA do Brasil?”.

Ao longo desses anos de IPA Day, quais foram os principais desafios que você encontrou? 

O evento sempre foi um sucesso de participação de público, vendemos 500 ingressos em 2012, 1000 em 2013, 2000 em 2014 e 3000 em 2015. Mas percebemos da maneira mais difícil que a estrutura do evento não pode acompanhar apenas proporcionalmente este crescimento de público. Em 2015, tivemos uma série de problemas por uma decisão errada na estrutura de entrega das cervejas, o que causou filas muito acima do aceitável.

Respondo sua pergunta: nosso maior desafio até hoje foi o de nos reinventarmos em 2016, precisávamos surpreender e reverter a imagem negativa do ano anterior e acho que conseguimos.

Como nasceu a ideia do Working Experience? 

Desde 2014, queríamos tirar esta ideia do papel, trabalhar com voluntários apaixonados pela cerveja artesanal na parte de dentro do balcão. Mas foi só neste ano que tivemos a oportunidade de usar a nossa cervejaria, Weird Barrel, para receber os participantes no pós-evento e tirar esta ideia tão bacana do papel.

Qual sua avaliação sobre o W.E.?

Foi, sem dúvidas, o nosso maior acerto neste ano. A alegria e o entusiasmo na nossa equipe contagiaram os participantes, aumentou a entrega de cultura cervejeira e fez do IPA Day Brasil 2016 um evento inesquecível.

Eu vi muitas mulheres lá, mas predominantemente homens estão melhor inseridos no universo cervejeiro. O que você achou da participação feminina do Working Experience? O número de inscritas te surpreendeu?

Embora o mercado de cervejas artesanais ainda seja de maioria masculina, não me surpreendeu a grande participação de mulheres no programa Working Experience. As mulheres são mais participativas em diversos programas de voluntariado, além de serem, também, mais influenciadoras em seus meios, o que trouxe duplas ou trios de amigas para trabalharem juntas no evento.

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ipa6  ipa4 Ano que vem tem IPA Day 2017!

E na semana que vem, vamos falar sobre o Food’n Music, que será realizado neste final de semana, em Rio Preto. Abaixo você confere as informações. Chega junto na página do evento do Facebook também.

food

Daiane Oliveira

Jornalista, apaixonada por rock & roll e Sommelier de Cervejas

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