Vote no meu coração, ele é partido

Em meio às zoeiras das eleições, uma amiga compartilhou isso na minha timeline.

Isso me fez lembrar uma conversa que tive com uma outra amiga há alguns dias. Estávamos lamentando sobre os episódios ruins da vida quando chegamos a uma conclusão. Você já parou para pensar que talvez esteja fazendo com alguém aquilo que condena que fizeram/fazem com você? Falamos tanto em reciprocidade e quase nada fazemos a respeito.

Vamos lá, na prática. Você sofre e se lamenta por algo/alguém que não te faz bem. Você se pergunta por que será que coisas ruins acontecem na sua vida. Que tipo de zoeira será que é essa? Pois bem… Você já parou para pensar que talvez você também faça isso com alguém? Sabe aquela pessoa que vive atrás de você, que se importa, que faz de tudo para ter aquele “bom dia” respondido no WhatsApp e você simplesmente ignora? Que coisa, não? Chegamos à conclusão de que nos importamos com quem menos se importa com a gente e acabamos deixando de lado quem nos quer bem e por perto. Tudo isso pelo simples fato de querermos o que não está (mais) ao nosso alcance.

Por que não damos uma chance para aquilo que está bem ao nosso lado, embaixo do nosso nariz e tentamos ser feliz com aquilo? Será que é realmente muito mais fácil querermos o que nos faz sofrer?

É basicamente sobre dar valor. Dar valor a quem nos quer bem, a quem está disponível, a quem tem algo para dar em troca.

Que a gente pare, de uma vez por todas, de deixar que partam nossos corações por qualquer besteira. Que os nossos corações não precisem de metades para ficar completos.

Carol Datore

Jornalista de corpo e alma. Publicitária pelo destino. Palmeirense, virginiana e amante do bom e velho rock nacional.

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