Bitcoin Registra Maior Queda de Preço em 3 Dias Desde o Colapso da FTX. O Que Vem a Seguir?

O pior pode ainda estar por vir: um analista alerta que o preço do Bitcoin pode recuar para a faixa de US$ 72.000 a US$ 74.000.
O que aconteceu:
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O Bitcoin caiu 12,6% entre segunda e quarta-feira, registrando sua maior queda em três dias desde novembro de 2022.
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A liquidez mais restrita e a queda na demanda institucional levaram à recente liquidação do ativo.
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A expectativa de tarifas comerciais e o temor de uma inflação persistente podem impactar a reação do mercado aos dados do PCE dos EUA divulgados nesta sexta-feira.
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No pior cenário, o preço pode recuar para US$ 74 mil, enquanto um potencial suporte se encontra na faixa de US$ 82 mil.
Queda acentuada do Bitcoin
O Bitcoin (BTC) vinha mantendo uma tendência lateral acima dos US$ 90 mil, mas essa estabilidade chegou ao fim de forma abrupta nesta semana.
Entre segunda e quarta-feira, a criptomoeda registrou uma desvalorização de 12,6%, a maior desde o colapso da FTX em novembro de 2022, de acordo com dados do TradingView.
A queda está alinhada às previsões feitas pela CoinDesk no início do mês, que alertavam para a insatisfação dos investidores devido à demora do governo de Donald Trump em implementar a prometida reserva nacional de Bitcoin, além das condições mais restritas de liquidez no mercado tradicional.
A demanda institucional pelo Bitcoin e pelo Ethereum (ETH) também perdeu força, aproximando o mercado futuro da CME de um cenário de “backwardation”, quando os preços à vista superam os valores dos contratos futuros.
O que esperar agora?
O caminho de menor resistência para o preço do Bitcoin parece ser de queda. A questão das tarifas comerciais pode voltar ao centro das preocupações à medida que se aproxima o prazo de 4 de março para a implementação de tarifas adicionais sobre o Canadá e o México. As primeiras notícias sobre essa medida, divulgadas no início do mês, já haviam provocado um movimento generalizado de aversão ao risco nos mercados.
Dados do PCE podem decepcionar
Muitos investidores esperam que o índice de Preços para Despesas de Consumo Pessoal (PCE) “básico” dos EUA, que será divulgado nesta sexta-feira, possa oferecer algum suporte aos ativos de risco. No entanto, essa expectativa pode ser frustrada, segundo Noelle Acheson, autora da newsletter “Crypto is Macro Now”.
O PCE básico, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, deve ter registrado uma alta anual de 2,6% em janeiro, abaixo dos 2,8% de dezembro, segundo estimativas da FactSet divulgadas pela Morningstar. Normalmente, uma inflação menor aumenta as chances de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve, o que é positivo para ativos de risco. Contudo, a situação atual do mercado e as incertezas econômicas podem reduzir esse efeito positivo.