Entre o hype e a bilheteria: O que de fato rola em ‘The Mandalorian and Grogu’
Estamos a poucos dias de ver uma nova história de Star Wars invadir as telonas, mas o cenário nas bilheterias anda bem peculiar. Para se ter uma ideia de como o terreno está sendo preparado, basta olhar para o fim de semana passado. Foi uma calmaria pré-tempestade, onde Michael, a cinebiografia de Michael Jackson da Lionsgate, voltou de surpresa ao topo da arrecadação logo na sua quarta semana em cartaz. Isso rolou porque o estúdio jogou pesado num marketing que começou um ano antes do lançamento, transformando as recriações de shows e clipes num verdadeiro evento cinematográfico — aquela mesma pegada de Barbie e Wicked, que cria na galera aquele sentimento de “se eu não assistir, vou ficar de fora das conversas”. Esse é o exato clima de expectativa no mercado enquanto nos preparamos para o pontapé inicial da temporada de blockbusters de verão: o feriado do Memorial Day e a grande estreia de The Mandalorian and Grogu no dia 22 de maio.
O desafio de tirar Star Wars da sala de estar
A questão é que a Disney tem um belo de um abacaxi nas mãos com esse lançamento. É o primeiro filme da franquia em sete anos, desde A Ascensão Skywalker, que bateu a marca do bilhão em 2019, num mundo ainda pré-pandemia. De lá pra cá, o buraco é mais embaixo. Star Wars nadou de braçada na telinha e virou praticamente sinônimo de streaming com diversas séries de sucesso, mas a Lucasfilm simplesmente não conseguia tirar um novo projeto de cinema do papel. O desafio de fogo agora é provar que a saga ainda tem fôlego como atração de cinema. A missão principal é convencer uma geração mais nova de que a jornada cinematográfica vale a viagem até o multiplex, desfazendo a ideia de que Star Wars é apenas um conteúdo exclusivo de fim de noite no Disney+.
Uma nova caçada na Orla Exterior
Se você assistiu a qualquer um dos trailers de The Mandalorian and Grogu, já percebeu que eles não entregam absolutamente nada da história. Sinceramente, é tudo de propósito. Mas, como já vimos o filme, dá para adiantar como a engrenagem funciona sem estragar as surpresas.
O roteiro é direto ao ponto e, honestamente, você nem precisa ter maratonado as temporadas da série para pescar a narrativa. A trama se passa após a queda do Império Galáctico em O Retorno de Jedi, numa fase em que a Nova República sua a camisa para tentar manter a ordem enquanto senhores da guerra e mafiosos tocam o terror soltos por aí. É nesse cenário que o governo recruta Din Djarin (Pedro Pascal) para resgatar Rotta the Hutt, um parente jovem e musculoso do Jabba (com um excelente trabalho de voz do Jeremy Allen White), que foi sequestrado e jogado no submundo mais sujo da Orla Exterior. Lá, ele é forçado a lutar como gladiador contra monstros bizarros.
Os grandes chefões do crime só dão as caras mais para a frente na narrativa. Portanto, nos primeiros atos, a tensão fica por conta dessa caçada imersa em mafiosos espaciais e caçadores de recompensa rivais que estão doidos para cobrar o preço alto que puseram na cabeça do Mandaloriano.
A dinâmica invertida e os rostos (e vozes) familiares
E no meio desse tiroteio todo, como fica o nosso Baby Yoda? Assim como na série de TV, Grogu passa boa parte do tempo esbanjando carisma: pegando carona nas costas do Mando, quebrando galhos com a Força e dando as mordidinhas mais fofas da galáxia num macaron azul. A diferença é que a criança tem seu momento de assumir a bronca e bancar o herói, protagonizando uma sequência estendida onde a dinâmica de pai e protetor se inverte de um jeito muito bacana.
O elenco de apoio também está recheado de nomes curiosos. Sigourney Weaver faz sua estreia no universo Star Wars interpretando a Coronel Ward, uma piloto que passa as ordens de missão para o protagonista. Os primos gêmeos de Jabba the Hutt são os responsáveis por dar o empurrão inicial no enredo, implorando desesperadamente pelo resgate de Rotta.
Para os que curtem participações inusitadas, Martin Scorsese empresta a voz a um estressado dono de barraca de comida, e Shirley Henderson volta a dublar a adorável e minúscula raça de alienígenas barbudos, os Anzellans — sim, os parças do mecânico de droides Babu Frik lá do Episódio IX.
Se você é do tipo paciente que prefere esperar o filme cair no streaming, a espera vai ser longa. Ainda não existe nenhuma data anunciada para o lançamento no Disney+. Se pegarmos como base o filme da Marvel do ano passado, O Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, ele só chegou à plataforma cerca de quatro meses depois da sua estreia nos cinemas. Por enquanto, a parada acontece exclusivamente na tela grande, a partir do dia 22 de maio.
Novidades do Terror: As Origens de Pennywise e a Nova Aposta Sobrenatural na Alemanha
O que assistir na Netflix: De dramas coreanos a blockbusters e o retorno de Bridgerton
Entre Novidades e Despedidas: O Cenário do Romance na Netflix
O cinema nacional revisita traumas políticos com estreias impactantes no streaming e na crítica
Amazon celebra recorde histórico de “Matador de Aluguel” e prepara pacote de estreias para novembro de 2025
Destaques de Hollywood: O Melhor de Blake Lively e a Estreia de Hugh Jackman com Novo Amor
Entre o hype e a bilheteria: O que de fato rola em ‘The Mandalorian and Grogu’
O Xadrez da NASCAR: De Watkins Glen nos Playoffs ao Desafio de Concreto em Dover
Juros no Brasil: Entre o Otimismo do Mercado Financeiro e o Socorro do Crédito Chinês na Economia Real