O Xadrez da NASCAR: De Watkins Glen nos Playoffs ao Desafio de Concreto em Dover
A poeira nem baixou para o fim de semana de corridas em Watkins Glen e os bastidores da NASCAR já estão fervendo com os planos para o futuro. No meio da recepção aos campistas que lotam as dependências do circuito nesta quinta-feira, 7 de maio, a presidente da pista, Dawn Burlew, soltou uma novidade de peso: a etapa de The Glen vai mudar oficialmente para setembro na temporada de 2027, garantindo o retorno da pista aos playoffs.
Essa decisão não foi um tiro no escuro. Burlew deixou claro que a recepção do público pesou bastante. A galera simplesmente adorou a atmosfera de decisão na pista, e colocar um circuito misto desafiador logo no início do Chase cria o cenário perfeito para ditar o ritmo da reta final do campeonato. Para ela, não existe lugar melhor do que The Glen para dar o pontapé inicial nessa fase crucial.
Quando os motores roncarem em 2027, será a 44ª vez que a categoria principal acelera no asfalto do interior de Nova York. A relação da NASCAR com a pista é antiga e cheia de idas e vindas. Tudo começou lá em 1957, passando por um hiato entre o final dos anos 50 e meados dos 60, até se estabilizar de vez a partir de 1986. Desde então, os pilotos rasgam o traçado encurtado de 2,428 milhas — aquele mesmo que corta a famosa curva “Boot”. Tirando a pausa forçada pela pandemia em 2020, The Glen sempre foi um clássico de agosto. A única exceção recente rolou no dia 15 de setembro de 2024, na primeira vez que a pista sediou uma prova de playoff. Quem acompanhou lembra do duelo insano que terminou com Chris Buescher roubando a vitória de Shane van Gisbergen na volta final.
E por falar no neozelandês, SVG é o nome a ser batido agora. Ele entra neste fim de semana atípico de maio — a vez mais cedo no ano em que a NASCAR já correu ali — defendendo sua coroa e tentando se tornar apenas o sétimo piloto na história a engatar vitórias consecutivas na Cup Series em Watkins Glen.
Para quem vai acompanhar, o cardápio deste final de semana está abarrotado. A ARCA Menards Series puxa a fila nesta sexta-feira, 8 de maio, com a General Tire 100 às 13h30 (horário do leste dos EUA), com transmissão pela FS2. Logo depois, às 16h30, as picapes da Craftsman Truck Series invadem a pista na tela da FS1. O sábado fica por conta da Mission 200 da O’Reilly Auto Parts Series, às 16h, na CW Network. O prato principal, claro, é a etapa Go Bowling at The Glen da Cup Series, no domingão às 15h, fechando a conta na FS1.
A Transição para o “Monster Mile”
Mas o calendário da NASCAR não dá margem para respiro. Assim que as equipes desmontarem os acampamentos no estado de Nova York, o circo já parte rumo a uma pedreira completamente diferente na semana seguinte. No dia 16 de maio, o desafio muda do asfalto sinuoso para a superfície imperdoável de concreto do Dover Motor Speedway.
É justamente para essa prova no famigerado “Monster Mile” que a Joe Gibbs Racing preparou as armas e anunciou um reforço de peso. A Flow International Corporation vai assumir o patrocínio principal do Toyota GR Supra #19 da O’Reilly Series, que estará nas mãos da jovem promessa Brent Crews.
Aos 18 anos, Crews já mostrou que tem estômago para a pressão. A temporada de 2025 do garoto foi um verdadeiro atropelo: ele estreou pela JGR com vitória em Phoenix e não parou mais, enfileirando cinco vitórias e seis poles em apenas nove largadas nas três plataformas da ARCA. Nas poucas vezes em que sentou numa picape da Truck Series no ano passado, o moleque ainda liderou mais de 100 voltas, beliscando dois top-5. Agora, ele não esconde a ansiedade para botar o #19 na frente do pelotão em um oval curto tão divertido quanto traiçoeiro.
Dover é um monstro que engole quem não tem ritmo perfeito. A pista exige um nível de precisão absurdo a cada volta, o que casou de forma muito orgânica com o discurso da nova patrocinadora. A Flow é gigante no setor de fabricação avançada — pense em máquinas de corte a laser, jato de água e dobradeiras operando sob condições extremas. Para Brian Sherick, presidente global da marca, a parceria faz todo o sentido: seja no chão de fábrica ajustando milímetros em uma chapa de metal ou despejando potência nas curvas inclinadas de concreto, a capacidade de ser preciso sob pressão é o que separa os líderes do resto do pelotão.
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